20090911

Mais filmes

Caros acompanhantes do Banzeiro, venho aqui falar de dois dos meus filmes favoritos, que recomendo a vocês com muito carinho, atenção e rock and roll!

O primeiro é o saído do forno mas já ficando morno THE BOAT THAT ROCKED, deste aníssimo de 2009 que conta a história da principal rádio pirata inglesa dos anos 60, portadora do nada menos melhor nome possível já inventado para uma rádio, a Radio Rock. Quando John Peel ainda nem pensava em se entranhar na BBC pra fazer a história do rock moderno, esses caras transmitiam tudo de bom e do melhor da época, que também está na perfeitíssissima trilha sonora do filme, que de cara coloca pra você The Kinks e ao andar da carruagem, ou melhor, do barco, ainda acontece Buddy Hollie, Dusty Springfield e outras coisas maaaassa pode crê morô dos anos 60. Ah o lance do barco é que a rádio ficava em um barco, daí o nome do filme! Recoooooomendado!

Outro que vale ver e rever sem enjoar é o 24 HOURS PARTY PEOPLE, que conta nada menos que a história da Factory, a gravadora que lançou entre outras coisas Joy Division, New Order, Happy Mondays e outras coisinhas que aqueles bebedores de chá de humor debochado fazem de melhor. O filme foca principalmente no Joy Division/New Order mas também conta os percalços do Tony Wilson, o desbravador do pop britânico dos anos 80. Muito legal!

Já que estou de bom humor nestas 06:55 da manhã outonal de Kyoto, deixo mais um pedaço: CONTROL, do ano passado. Esse permanece no assunto do Joy Division, com foco no ídolo dos adolescentes dark e dos adultos que são depressivinhos com carvão dentro de seu âmago e lamúrias mil por este mundo injusto, cruel e capitalista e pode crê. Estou falando do falecido Ian Curtis (você lê Aian ou Ían?) . O filme é bonito, todo em preto e branco, baseado inclusive nos depoimentos pessoais da Sra. Viúva Curtis, mas é deprê e tal. Assista num dia de chuva, com a namorada ou com aquela que você está pretendendo (o famigerado golpe do filme deprê, só não pior que o golpe da Igreja ou o golpe do passeio na praça).

E por último, se você quer dançar hoje, amanhã ou depois ou simplesmente fazer uma coreografia na cadeira de seu PC que está com a almofada gasta e o apoio das costas vive frouxo, escute está musiquinha do LCD SoundSystem chamada Us v. Them e cante

Clooooooooooooooooouuuuuuuuuud block out the sun! Over me... Over me...

20090907

Mais bandas

De vulta.

Então, baixei uma coleção intitulada Punk/New Wave e achei um monte de coisa boa lá! Muitas só conhecia de nome, outras nunca tinha ouvido falar, mas vou dar um resumo aqui do que eu mais gostei:

- The Selecter> Tu gostas de ska? Ska mesmo? Então vale a pena, viu! O Selecter é uma banda inglesa do começo dos 80, que tem um casal de vocalistas e um tecladista muito bom! A voz da morena é perfeita pra ska, o soqtaque inglês faz ficar ainda melhor. Minhas preferidas são "Too Much Pressure" e "On My Radio". Ska booom de cantar junto... I bought ma ba-beh, a re-ra-di-oh leia-se *I bought to my baby a red radio* heheh

- The Replacements> essa eu já conhecia, é muito bom, lá tinha uma música que eu não tinha escutado ainda, "Bastards of Young", altamente recomendada! O Mats, apelido da banda, também é do tempo da Mara Maravilha, fazia muita coisa de qualidade. É legal ouvir os discos em ordem pra ver como a banda foi evoluindo em melodias e letras. Se gostar, depois escuta o Paul Westesberg (acho que é assim que escreve) que também é genial. Recomendado o disco "Pleased To Meet Me" inteiro.

- The Specials> voltando ao espírito do Ska, eu não dava o devido valor aos Specials, conhecia só a popular "A Message to You", mas depois de ouvir "Monkey Man" e outras músicas procurei outras coisas. A banda é espetacular, o baixista detona demais e os metais tem um timing que poucas bandas fazem.

Parando um pouco pra falar de ska, eu não consigo gostar desse ska modernoso que algumas bandas tem, cheio texturas xadrez extremamente coloridas e soando mais pop do que ska mesmo. Algumas coisas de ska-punk são legais, por que é rápido e divertido, perfeito pra um show, mas nunca me aprofundei muito nessa jurisdição (sou um terrível maníaco pelas guitarrinhas indie, as loucuras sonicyouthicas e as viagens shoegazer) mas sempre que dá escuto.

De volta às bandas, estou começando a ouvir Peter, Bjor and John, vi alguns clipes deles e me interessei, deu pra sacara té agora que eles não tem exatamente uma vertente, fazem de tudo um pouco, uns lances eletrônicos, outros mais rock, por aí. Quando me informar mais coloco mais alguma informação decente.

Aliás ultimamente, como você anda escutando novas bandas? Eu antes lia o blog do Lúcio Ribeiro, mas comecei a achar chato e puxa-saco de algumas bandas (sem ofensa). Quando a MTV era um canal de música, o Lado-B, Clássicos MTV e o AMP eram minha fonte. Tinha também aquele programa na TV Cultura, Alto-falante, acho, que era bem interessante. Agora que estou aqui no Japon nem vejo TV, então caço na net as coisas, leio alguns sites gringos, etc. E continuo fazendo o velho esquema dse escutar as influências das minhas influências. Assim que cheguei ao Pixies (através do Nirvana) e ao Husker Du (através do Pixies). Por isso sempre escuto "velharias" e bandas obscuras de 20, 30 anos atrás.

Das bandas novas o The Cribs, último disco é um que eu gosto. Estou esperando os discos novos do Strokes e do Nada Surf... E seria tão bom se o Superchunk lançasse algo novo (ou viesse aqui no Japão, podia ser numa linha de trem se equilibrando em bambú que ia ver!).

Bom estar com vocês, pero yo tengo que ir-me-já! E Yo La Tengo, é claro!