Hoje nao tem correcao otografica, dane-se.
Walter ta em MAO, vagando por la e reclamando do calor (como eu queria estar la! aqui eh tao frio!) e eu fui ver o disaster blog dele pra ver se tinha alguma historia ou estoria, nunca lembro da diferenca. Como ele nao atualiza a seculos, resolvi ver os arquivos de 2001, o ano em que eu o conheci. Superchunk eh foda viu, aproxima as pessoas. Foi por causa disso que a gente se conheceu. Entao, ao ver os arquivos de 2k1 e 2k2 lembrei de um monte de coisas que aconteceram... Sao 7, 8 anos atras e lembrei como se fosse mes passado. Incredible.
Entao para o deleite do Judson, que eu indicarei este portentario da minha falacia infidedigna colocarei aqui alguns fatos por nos passados e outros mais:
A festa na casa da Anabela quando ainda era uma pos-floresta e nao uma concessionaria foi em 22 de dezembro de 2001. Tinha uma banheira daquelas de desenho animado cheia de bebidas e a Eleni ficava cuidando da banheira, servindo todo mundo e se servindo. Nao lembro bem como ou por que cheguei la, tinha algo a ver com o Antonio, creio. Lembro da fogueira e do Phelippe completamente louco achando que era um Hobbit, correndo com um tercado (que foi substituido estrategicamente por um galho), caindo em um buraco gigante que tinha naquele quintal enorme, quase caindo na fogueira. Lembro da Anabela se arrependendo amargamente durante a noite toda de ter feito a tal festa, mas no fim tudo acabou bem. Eu ajudei o Antonio a caminhar ate a longiqua parada de onibus por que ele ferrou com o pe dele. Pareciamos mesmo um grupo de rpgistas em um mundo de rpg, um grupo andando semi-ferido por ruas semi-desertas durante o nascer do sol. Muitos anos depois eu fui saber como o Phelipe voltou pra casa, com o Alvaro dirigindo o Civic dele (quando o Alvaro mal sabia dirigir).
A festa oriental foi em 09 de dezembro de 2002, a Stephanie estava de egipcia, o Judson fez uma das melhores fantasias ja feitas pelo homem (dragao chines, com mascara perfeita e manta de escamas), haviam varios judocas outros menos improvisados (como eu, faquir) espalhados pela casa, que era da familia da Livia e do Jamela la na Vivenda Verde. Nessa noite eu fiquei com uma coroa que bebia uisque naquelas garrafinhas metalicas (coisa de pinguco com dinheiro), depois ela me dispensou por que eu estava a mais de mil em alcool. Lembro da piscina, de varias coisas legais e de anos depois saber das coisas chatas que aconteceram por la. Eu mesmo arreguei pela primeira vez ate entao, correndo pra casa assim que acordei com uma ressaca monstra total, so vesti minhas roupas e fugi, todo mundo ficou fazendo churrasco e eu lembro que tudo que eu queria era ir pra casa. Lendo o blog do Malter soube que foi ate agradavel o dia seguinte, mas eu nao paguei pra ver.
Em uma passagem de ano, encontrei o Judson na praca do congresso. A gente sempre foi bons amigos, irmaos mesmo, cuidando um do outro. A gente estava esperando o Nelsinho, que se fossemos uma familia ele seria o irmao mais querido e mais implicante (e implicado) por nos dois. E ai, naquele climinha meio triste em que a gente estava, feliz por estar junto mas meio de mal com a vida apareceu um senhor de bicicleta, uma bicicleta emendada com um cabo de vassoura. Ele contou pra gente (atonitos) que andou de bicileta pelo Brasil todo, que encarou a BR-174, acompanhando um caminhao e uma picape que se ajudavam a atravessar o mar de lama da estrada, como ele ficou 3 dias em uma torre de madeira abandonada bebendo agua da chuva por que tinha uma onca la embaixo querendo come-lo, mostrou um bolo enorme de dinheiro e as cicatrizes: uma das batatas da perna parecia ter sido mordida, faltava um naco de carne, mas a pele ja tinha recoberto tudo. A cabeca dele parecia ter sido aberta pra um exame, por que tinha uma cicatriz bem retinha indo de cima da orelha ate sabe deus aonde. Depois que ele s foi, a frase foi perfeita (vinda do Judson): - Eu nao queria andar de bicicleta pelo mundo mesmo... (com ar de frustracao e medo na voz).
Colocarei mais coisas, quero lembrar com detalhes e explicar melhor pra quem nao estava la.
Beijocas
20090228
20090220
Darmok
Essa semana eu vi um dos episódios mais notáveis de Star Trek, A nova geração. O episódio 2 da 5a. Temporada, intitulado “Darmok”. Genial, em resumo, genial. Impressiona-me como algumas coisas são bem boladas.
Eis o que acontece. A Enterprise se encontra com a nave dos Tamorianos, um raríssimo encontro, pois foram relatados encontros entres eles e as naves da Federação apenas 7 vezes em 100 anos. Em todos os encontros foram relatadas a completa impossibilidade de comunicação com a espécie, mesmo com a experiência da Frota Estelar em contatar novas raças por séculos. Os primeiros momentos do encontro se tornam tão infrutíferos quanto os relatados, pois os Tamorianos, embora usem palavras em inglês em suas frases, estas são ininteligíveis. O que acontece (já entregando o jogo): os tamorianos falam através de metáforas. Cada frase deles é baseada em um acontecimento e a idéia desse acontecimento define o que eles querem dizer. Um exemplo usado no episodio com referencias terrestres é “Julieta em sua janela” representando a idéia de amor, paixão. Porem os tamorianos usam figuras de sua mitologia para formular estas metáforas, e embora falem em inglês, usam nomes próprios referentes à metáfora em questão. Um exemplo é: “O Rio Tarmac. No inverno” Isto é falado pelo capitão tamoriano quando ele quer dizer “Silencio!”, ao longo do episodio outras frases são usadas, as quais listo abaixo com suas possíveis interpretações:
Rai e Jiri em Lungha - paz entre nos
Rai de Lowani. Lowani sob duas luas. Jiri de Ubaya, Ubaya na encruzilhada de Lungha. Lungha, a do ceu cinza. – Provavelmente a explicação de onde eles vieram
Kadir sob Mo Moteh. – tradução: não entendi
O rio Termac. No inverno. – É uma ordem, silencio
Shaka. Quando os muros caíram. – Falhar
Zima em Anzo. Zima e Bakor. – Negociação
Mirab, suas velas despregadas. – Vamos embora
Darmok e Jalad em Tanagra. – Realizar uma caçada juntos, a fim de promover o entendimento
Temba, seus braços abertos. – Tome, receba
Uzani, seu exercito em Lashmir – estratégia de espalhar-se e reagrupar-se para atacar
Uzani, seu exercito com a mao aberta – espalhar-se, separar-se
Uzani, seu exercito com a mao fechada – reagrupar-se
Sokath! Seus olhos abertos! – Entendeu, compreendeu
Os filhos de Kiazi, suas caras molhadas - vou ficar bem/não se preocupe
Zinda! Sua cara negra, seus olhos vermelhos... - dor, morte
Callimas. Em bahar. - tudo bem, calma
Kira em Bashi - conte-me, quero ouvir
Temba, descanse em paz - pode ficar, é seu
Simplesmente brilhante a maneira que eles usam esta idéia de comunicação ao longo do episodio e a maneira com o que o capitão tamoriano faz-se entender por Picard. Ele usa o que se chama Darmok, ou usando a frase completa, Darmok e Jalad, em Tanagra. É uma referencia a estória de Darmok, que foi a ilha de Tanagra e la encontrou Jalad, juntos eles eliminaram a besta de Tanagra, se tornando amigos e partindo juntos. A idéia do capitão tamoriano era que o Darmok ajudasse ambas as espécies a se entenderem, sendo ele e Picard Darmok e Jalad, caçando uma besta em um planeta próximo ao lugar onde as duas naves estão. Ate Picard entender isso... Leva aquele infinito tempo esse tipo de episodio leva, mas acontece, Picard sai entendendo basicamente a lista acima, embora o capitão Tamoriano morra no ato do Darmok. O que me impressionou foi a abstração das idéias usadas… Fazem tanto sentido quando se entende como funciona, mas a principio é totalmente alienígena, principalmente por causa dos nomes próprios.
Adorei esse episodio, acho que já vi três vezes! E nesse ínterim, acabei relacionando com as coisas que vivo. Um exemplo do que seria essa linguagem tamoriana de forma escrita são os kanjis, os caracteres chineses que também são usados pelos japoneses. Cada kanji tem uma leitura (ou varias) e representa uma idéia. Os kanjis mais complexos são formados de vários outros, sendo, portanto o agrupamento de varias idéias, e as palavras normalmente juntam vários kanjis, mas na maioria das vezes forma
ndo uma idéia completamente diferente do sentido original individual dos kanjis. Então, o problema dessas idéias é que elas são abstratas, bastante, e provem dos conceitos chineses sobre forma e natureza dos objetos. Essas idéias embora sejam coerentes quando apresentadas com modelos comparativos, são ininteligíveis a primeira vista. Mais ou menos o mesmo caso dos tamorianos, só que escrito. Outra coisa que também é assim são algumas gírias e frases-feitas, referentes a situações especificas, sempre de conhecimento dos falantes, mas com uma explicação necessária para sua total compreensão. Aqui vai um bom exemplo: “No mato sem cachorro” que se refere ao ato da caca sem a ajuda de um cão, o que torna difícil localizar a presa. O sentido principal é “em dificuldades”. Sem o pano de fundo da idéia de caca, fica difícil entender qual a utilidade de um cão a estar na floresta com a pessoa.
Longe de querer escrever um ensaio sobre linguagem (anos-luz da minha área) mas achei interessantíssimo e se tiver oportunidade, assista esse episodio!
Lt. Alex USS Traveller NCC 1901
PS.: Acabei de ver num site que tem uma banda chamada Darmok and Jalad at Tanagra... Sera que sao trekkers? :D
Eis o que acontece. A Enterprise se encontra com a nave dos Tamorianos, um raríssimo encontro, pois foram relatados encontros entres eles e as naves da Federação apenas 7 vezes em 100 anos. Em todos os encontros foram relatadas a completa impossibilidade de comunicação com a espécie, mesmo com a experiência da Frota Estelar em contatar novas raças por séculos. Os primeiros momentos do encontro se tornam tão infrutíferos quanto os relatados, pois os Tamorianos, embora usem palavras em inglês em suas frases, estas são ininteligíveis. O que acontece (já entregando o jogo): os tamorianos falam através de metáforas. Cada frase deles é baseada em um acontecimento e a idéia desse acontecimento define o que eles querem dizer. Um exemplo usado no episodio com referencias terrestres é “Julieta em sua janela” representando a idéia de amor, paixão. Porem os tamorianos usam figuras de sua mitologia para formular estas metáforas, e embora falem em inglês, usam nomes próprios referentes à metáfora em questão. Um exemplo é: “O Rio Tarmac. No inverno” Isto é falado pelo capitão tamoriano quando ele quer dizer “Silencio!”, ao longo do episodio outras frases são usadas, as quais listo abaixo com suas possíveis interpretações:
Rai e Jiri em Lungha - paz entre nos
Rai de Lowani. Lowani sob duas luas. Jiri de Ubaya, Ubaya na encruzilhada de Lungha. Lungha, a do ceu cinza. – Provavelmente a explicação de onde eles vieram
Kadir sob Mo Moteh. – tradução: não entendi
O rio Termac. No inverno. – É uma ordem, silencio
Shaka. Quando os muros caíram. – Falhar
Zima em Anzo. Zima e Bakor. – Negociação
Mirab, suas velas despregadas. – Vamos embora
Darmok e Jalad em Tanagra. – Realizar uma caçada juntos, a fim de promover o entendimento
Temba, seus braços abertos. – Tome, receba
Uzani, seu exercito em Lashmir – estratégia de espalhar-se e reagrupar-se para atacar
Uzani, seu exercito com a mao aberta – espalhar-se, separar-se
Uzani, seu exercito com a mao fechada – reagrupar-se
Sokath! Seus olhos abertos! – Entendeu, compreendeu
Os filhos de Kiazi, suas caras molhadas - vou ficar bem/não se preocupe
Zinda! Sua cara negra, seus olhos vermelhos... - dor, morte
Callimas. Em bahar. - tudo bem, calma
Kira em Bashi - conte-me, quero ouvir
Temba, descanse em paz - pode ficar, é seu
Simplesmente brilhante a maneira que eles usam esta idéia de comunicação ao longo do episodio e a maneira com o que o capitão tamoriano faz-se entender por Picard. Ele usa o que se chama Darmok, ou usando a frase completa, Darmok e Jalad, em Tanagra. É uma referencia a estória de Darmok, que foi a ilha de Tanagra e la encontrou Jalad, juntos eles eliminaram a besta de Tanagra, se tornando amigos e partindo juntos. A idéia do capitão tamoriano era que o Darmok ajudasse ambas as espécies a se entenderem, sendo ele e Picard Darmok e Jalad, caçando uma besta em um planeta próximo ao lugar onde as duas naves estão. Ate Picard entender isso... Leva aquele infinito tempo esse tipo de episodio leva, mas acontece, Picard sai entendendo basicamente a lista acima, embora o capitão Tamoriano morra no ato do Darmok. O que me impressionou foi a abstração das idéias usadas… Fazem tanto sentido quando se entende como funciona, mas a principio é totalmente alienígena, principalmente por causa dos nomes próprios.
Adorei esse episodio, acho que já vi três vezes! E nesse ínterim, acabei relacionando com as coisas que vivo. Um exemplo do que seria essa linguagem tamoriana de forma escrita são os kanjis, os caracteres chineses que também são usados pelos japoneses. Cada kanji tem uma leitura (ou varias) e representa uma idéia. Os kanjis mais complexos são formados de vários outros, sendo, portanto o agrupamento de varias idéias, e as palavras normalmente juntam vários kanjis, mas na maioria das vezes forma
ndo uma idéia completamente diferente do sentido original individual dos kanjis. Então, o problema dessas idéias é que elas são abstratas, bastante, e provem dos conceitos chineses sobre forma e natureza dos objetos. Essas idéias embora sejam coerentes quando apresentadas com modelos comparativos, são ininteligíveis a primeira vista. Mais ou menos o mesmo caso dos tamorianos, só que escrito. Outra coisa que também é assim são algumas gírias e frases-feitas, referentes a situações especificas, sempre de conhecimento dos falantes, mas com uma explicação necessária para sua total compreensão. Aqui vai um bom exemplo: “No mato sem cachorro” que se refere ao ato da caca sem a ajuda de um cão, o que torna difícil localizar a presa. O sentido principal é “em dificuldades”. Sem o pano de fundo da idéia de caca, fica difícil entender qual a utilidade de um cão a estar na floresta com a pessoa. Longe de querer escrever um ensaio sobre linguagem (anos-luz da minha área) mas achei interessantíssimo e se tiver oportunidade, assista esse episodio!
Lt. Alex USS Traveller NCC 1901
PS.: Acabei de ver num site que tem uma banda chamada Darmok and Jalad at Tanagra... Sera que sao trekkers? :D
20090212
Bat-Paris Hilton/HQ's serao novelas?
Hoka-hey
Acabei de saber que a nova Batwoman eh uma socialite lésbica. Hah. Deixa eu contar desde o inicio: navegando a deriva deparei com a "chocante" noticia de que seria revelado que a nova Batwoman eh lésbica. Hah again. Perai. Primeiro: tinha uma nova Batwoman??? Tudo bem, eu nunca gostei das series regulares da DC (nem da Marvel pra ser sincero, exceto anos atras) sempre me atei mais a edicoes especiais. Estava completamente por fora, mas ate ai tudo bem, Deus perdoa o tempo da ignorância. O problema nao eh esse. Eh essa falta de criatividade e aparição cada vez mais freqüente de super-heróis "chocantes" que geram noticias "polêmicas".
Todo brasileiro (bom ou ruim) sabe que as novelas da famigerada produtora de novelas em massa e programas de exploracao do cotidiano mentecapto de acefalos advindos de variadas partes do pais (falei tao bem agora) sempre introduz um personagem "chocante" para gerar "polemica" em seus folhetins audio-visuais de gosto duvidoso e geradores de girias e febres nacionais. Pois bem, so pra enumerar os que eu lembro, isso sem sequer assistir novela (o que nao torna impossivel saber o que se passa pelos comentarios em toda parte) ja teve um cego, um portador de sindrome de down, uma dona apaixonada por um gay, um gay que a mae acolhia, um que tinha problemas motores e por ai vai. Todos disfarcados da "propagacao da consciencia social", propagacao essa que se esvai quando a novela acaba e eh esquecida ate que a novela seja re-copiada com outra trama e outros atores. Eh uma amostra da falta de criatividade para historias. Se eles querem fazer realmente com que a arte imite a vida, personagens assim deviam ser frequentes, coadjuvantes em toda trama. Por que na verdade eh assim.
Nada a ver com a atencao que eh dada a cada situacao especial. Mas nao creio que ajude muito, a nao ser a propria emissora e produtores, que tem um prato cheio ao expor qualquer personagem "diferente" a situacoes diversas. Bem, chegou o mesmo problema ao mundo dos quadrinhos. Infelizmente. Logico que ao longo do tempo teve sempre os espertalhoes com sindrome de deficit de atencao que acusavam este ou aquele de ser gay ou xenofobo ou qualquer outra coisa:
- O cara que disse que Batman e Robin eram gays,
- O cara que acusou o Teletubbie roxo de ser viado,
- O Superman se tornando "O" americano depois do 11 de setembro
- O seriado Xena, por si proprio
- Os inumeros livros que acusam diversas bandas de serem satanistas por que carregam "simbolos da besta" (Humberto Gessinger satanista? Com aquelas letras?)
Ai, chega essa, de a Batwoman ser uma socialite lesbica. Nao podiam ter dado um background melhor nao? Nao tinha algo mais interessante? Nao eh o fato de ela ser lesbica, mas sim o fato de toda atencao estar nisso. E ai vem as noticias, como se fosse uma bomba. Que saco, alem de personagens sem graca, temos que aturar a atencao da midia em algo que realmente eh irrelevante. Ela vai enfrentar algum vilao homofobico agora? Suas armas sao repelidoras de homens? Sua parceira vai ser sua "parceira" tambem? Ela so eh a Batwoman por que eh lesbica, se fosse hetero nao seria? Eu realmente nao sei aonde estao indo os roteiros (cada vez piores) e eh dificil de acreditar que as ideias estao se esvaindo. Teremos que esperar um proximo Frank Miller para o Batman ou o Demolidor ou um novo Alan Moore pro Montro do Pantano? E a imprensa tambem... Se torna bem, mas bem idiota por fazer um carnaval em cima disso. Esta vindo, esta vindo o Apocalypse, e nao eh aquele que deu uma bifa no escoteiro azul nao. Eh o fim das boas ideias.
Gude-bai
Acabei de saber que a nova Batwoman eh uma socialite lésbica. Hah. Deixa eu contar desde o inicio: navegando a deriva deparei com a "chocante" noticia de que seria revelado que a nova Batwoman eh lésbica. Hah again. Perai. Primeiro: tinha uma nova Batwoman??? Tudo bem, eu nunca gostei das series regulares da DC (nem da Marvel pra ser sincero, exceto anos atras) sempre me atei mais a edicoes especiais. Estava completamente por fora, mas ate ai tudo bem, Deus perdoa o tempo da ignorância. O problema nao eh esse. Eh essa falta de criatividade e aparição cada vez mais freqüente de super-heróis "chocantes" que geram noticias "polêmicas".
Todo brasileiro (bom ou ruim) sabe que as novelas da famigerada produtora de novelas em massa e programas de exploracao do cotidiano mentecapto de acefalos advindos de variadas partes do pais (falei tao bem agora) sempre introduz um personagem "chocante" para gerar "polemica" em seus folhetins audio-visuais de gosto duvidoso e geradores de girias e febres nacionais. Pois bem, so pra enumerar os que eu lembro, isso sem sequer assistir novela (o que nao torna impossivel saber o que se passa pelos comentarios em toda parte) ja teve um cego, um portador de sindrome de down, uma dona apaixonada por um gay, um gay que a mae acolhia, um que tinha problemas motores e por ai vai. Todos disfarcados da "propagacao da consciencia social", propagacao essa que se esvai quando a novela acaba e eh esquecida ate que a novela seja re-copiada com outra trama e outros atores. Eh uma amostra da falta de criatividade para historias. Se eles querem fazer realmente com que a arte imite a vida, personagens assim deviam ser frequentes, coadjuvantes em toda trama. Por que na verdade eh assim.
Nada a ver com a atencao que eh dada a cada situacao especial. Mas nao creio que ajude muito, a nao ser a propria emissora e produtores, que tem um prato cheio ao expor qualquer personagem "diferente" a situacoes diversas. Bem, chegou o mesmo problema ao mundo dos quadrinhos. Infelizmente. Logico que ao longo do tempo teve sempre os espertalhoes com sindrome de deficit de atencao que acusavam este ou aquele de ser gay ou xenofobo ou qualquer outra coisa:
- O cara que disse que Batman e Robin eram gays,
- O cara que acusou o Teletubbie roxo de ser viado,
- O Superman se tornando "O" americano depois do 11 de setembro
- O seriado Xena, por si proprio
- Os inumeros livros que acusam diversas bandas de serem satanistas por que carregam "simbolos da besta" (Humberto Gessinger satanista? Com aquelas letras?)
Ai, chega essa, de a Batwoman ser uma socialite lesbica. Nao podiam ter dado um background melhor nao? Nao tinha algo mais interessante? Nao eh o fato de ela ser lesbica, mas sim o fato de toda atencao estar nisso. E ai vem as noticias, como se fosse uma bomba. Que saco, alem de personagens sem graca, temos que aturar a atencao da midia em algo que realmente eh irrelevante. Ela vai enfrentar algum vilao homofobico agora? Suas armas sao repelidoras de homens? Sua parceira vai ser sua "parceira" tambem? Ela so eh a Batwoman por que eh lesbica, se fosse hetero nao seria? Eu realmente nao sei aonde estao indo os roteiros (cada vez piores) e eh dificil de acreditar que as ideias estao se esvaindo. Teremos que esperar um proximo Frank Miller para o Batman ou o Demolidor ou um novo Alan Moore pro Montro do Pantano? E a imprensa tambem... Se torna bem, mas bem idiota por fazer um carnaval em cima disso. Esta vindo, esta vindo o Apocalypse, e nao eh aquele que deu uma bifa no escoteiro azul nao. Eh o fim das boas ideias.
Gude-bai
20090205
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