J'habite prés de l'université, c'est un problème parfois... Mon PhD c'est un problème aussi.
Ontem tive um ataque elétrico causado por algo que eu não sabia que funcionaria. Café.
Nunca fui muito fã e já tive gastrite, então sempre tomo com leite. Ontem me sentindo preguiçoso (mais que o usual) resolvi tacar no moído e rumar pra universidade. Lá tomei mais uma xícara em um dos raros momentos em que me sinto me aproximando do pessoal do laboratório. Meia hora depois não conseguia parar quieto, tive que sair às pressas... Aí está o problema de viver perto da universidade, é fácil sair de lá e ir pra casa, vira uma tentação do cacete desistir de qualquer coisinha. Então rumei pra casa, troquei de roupa e resolvi subir a montanha, de tão elétrico quase fiz um parcour... Exausto e suado voltei ao "lar" e tomei um banho. Aí sim me acalmei. Nunca imaginei que café pudesse fazer isso comigo, até por que sempre que bebi não havia esses efeitos colaterais.
Nunca fui de usar nada além do álcool puro e simples, desde meus 16 anos bebo, algumas vezes mais outras menos, tenho fases de abstinência total e fases de trasheamento contínuo. Depende também com quem estou. Uma das minhas grandes saudades de Manaus e uma boa alembrança de uma das minha ex é sentar em uma praça do Parque 10, próximo do Amazonas Shopping com alguns amigos (vocês sabem quem são!) e entornar cervejas intercaladas com cachaças e jogar conversa fora sobre bandas, quadrinhos, inutilidades, utilidades, etc. O Parque 10 é perfeitamente perigoso para uma coronária... Você se embebeda em um dos muitos bares, se entope no Habibs e assiste um filme alugado naquela locadora famosa. Receita pro sedentarismo agressivo e prazeroso. Definitivamente quero morar lá um dia.
Sempre andei com o pessoal "das droga" principalmente admiradores de maconha. Nunca me meti a usar, nunca deu vontade e com o tempo vi que era ruim, como jogar lixo no chão é, alimentar a indústria das bocas-de-fumo. Ficou um lance tipo reciclagem: eu faço minha parte, faz quem quer e não discrimino quem não faz. Felizmente a maioria das pessoas que fumavam e com quem eu gostava de andar colocavam isso à parte na nossa relação e com uma piada ou oferecimento ocasional tive muitas boas risadas e até participei de rodinhas aonde pude rir de todas as leseiras sem estar usando nada. Sempre tem/teve os idiotas que acham que fumar é uma religião, que não fumar é coisa de careta, etc. Gente lesa. Pau no cú deles.
O que me trouxe de melhor foi aprender a não julgar ninguém por conta disso, conheci músicos, desenhistas, poetas, gente legal de bater papo e que por uma circunstância ou outra fumava ou cheirava. Eu mesmo, no sir, c'est ne necessaire pas. Imagino que o boost do café deve ser parecido com o lance do ecstasy ou do pó, mas eu me sinto particularmente desconfortável com essas alterações corporais. Não gosto de ficar agitado ou superexcitado.
Sexo. Uma cerveja ocasional. Música, muita música. Isso me dá um boost que eu curto tanto que me arrepiam os cabelos da nuca.
A banda que eu estou realmente gostando de ouvir é a Smog. A música Hit the Ground Running não me sai da cabeça. Nem Set you free do Black Keys.
E hoje eu acordei com o Winamp no shuffle tocando Meu Amigo Pedro, do Raul Seixas. Sorri.
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens
20120517
20120423
Namoros e namoricos
Minha amiga me perguntou no meu último post se eu sou do tipo que se afasta dos amigos quando namora. Achei melhor desenvolver a resposta aqui.
Primeiro... Respondendo a pergunta dela. Sim e não. Já fiz isso antes e me arrependo. Não faço mais ou pelo menos tento não faze-lo. É uma situação muito complicada de se explicar mas se resume até que de forma fácil:
Depende do quanto você gosta da pessoa. E do quão nojentinha ela/ele é.
A verdade simples é a mais pura. Quem gosta mesmo de ti não barra tuas amizades e nem enche teu saco. Ou não tem maturidade ou não tem auto-confiança (moda hoje em dia) e por consequência não confia em ti - ou usando o velho maniqueísmo "não confio nos teus amigos"
Sempre tem a situação do descobrimento, dos primeiros meses quando tudo em que se pensa é em estar junto com aquela pessoa nova e especial (defeitos só serão percebidos quando acabar a garantia) e quando se participa de poucos ou minguados círculos sociais, uma pessoa nova com novas opiniões sempre é um F5 no cotidiano. Fica fácil se afastar um pouco dos amigos. Aí que está o truque, acho eu. Tudo com moderação.
Também depende dos teus amigos e do quanto eles podem interagir com a tua nova diginissima. Tive namoradas que se davam bem com todo mundo, outras mais ou menos e umas paranóicas peidadas da cabeça. Alguns amigos começaram a requerer atenção justamente quando eu comecei a namorar, etc.
Cada caso é um caso diferente. Mas veja bem, quando eu me ausentei, ninguém puxou minha mão.
Mea culpa. Minha grandíssissima estúpida filha-da-puta culpa.
Mas é parte de crescer, penso eu. Quanto mais eu envelheço mais eu curto gente com experiência, muito menos mimimi pra escutar, muito menos insegurança alheia pra resolver. Já nem me importa se a fulana é mais rodada que a BR-174, até melhor, menos frescura.
Ainda assim, é perigoso cair numa dessa, a gente tende a acariciar os defeitos alheios, ou pior - ser conivente com eles. Ninguém quer educar ninguém, ninguém quer chegar pra um brother e dizer:
"Bicho, que merda é essa que tu tá fazendo?"
Ou em uma maneira mais educada:
"Amigo, desculpa aí, mas as coisas não são assim..."
E sabe por que? Por que a maioria das pessoas não vai escutar mesmo. De conselho o inferno está cheio, eles dizem. Ou tem que ser alguém muito próximo pra te dar pitaco ou tem que ser um livro/site de auto-ajuda. E assim mesmo as cagadinhas do caminha de tornar-mos-nos-eis-vós-sois-ereis acontecem. E muito.
Não pense que com gringo é mais fácil. HA.
Ha ha.
Beijos no coração partido de vocês. Se casar sara, olha. Sara merrrrrrrmo.
Te adoro, old little girl. Morro de saudades.
Primeiro... Respondendo a pergunta dela. Sim e não. Já fiz isso antes e me arrependo. Não faço mais ou pelo menos tento não faze-lo. É uma situação muito complicada de se explicar mas se resume até que de forma fácil:
Depende do quanto você gosta da pessoa. E do quão nojentinha ela/ele é.
A verdade simples é a mais pura. Quem gosta mesmo de ti não barra tuas amizades e nem enche teu saco. Ou não tem maturidade ou não tem auto-confiança (moda hoje em dia) e por consequência não confia em ti - ou usando o velho maniqueísmo "não confio nos teus amigos"
Sempre tem a situação do descobrimento, dos primeiros meses quando tudo em que se pensa é em estar junto com aquela pessoa nova e especial (defeitos só serão percebidos quando acabar a garantia) e quando se participa de poucos ou minguados círculos sociais, uma pessoa nova com novas opiniões sempre é um F5 no cotidiano. Fica fácil se afastar um pouco dos amigos. Aí que está o truque, acho eu. Tudo com moderação.
Também depende dos teus amigos e do quanto eles podem interagir com a tua nova diginissima. Tive namoradas que se davam bem com todo mundo, outras mais ou menos e umas paranóicas peidadas da cabeça. Alguns amigos começaram a requerer atenção justamente quando eu comecei a namorar, etc.
Cada caso é um caso diferente. Mas veja bem, quando eu me ausentei, ninguém puxou minha mão.
Mea culpa. Minha grandíssissima estúpida filha-da-puta culpa.
Mas é parte de crescer, penso eu. Quanto mais eu envelheço mais eu curto gente com experiência, muito menos mimimi pra escutar, muito menos insegurança alheia pra resolver. Já nem me importa se a fulana é mais rodada que a BR-174, até melhor, menos frescura.
Ainda assim, é perigoso cair numa dessa, a gente tende a acariciar os defeitos alheios, ou pior - ser conivente com eles. Ninguém quer educar ninguém, ninguém quer chegar pra um brother e dizer:
"Bicho, que merda é essa que tu tá fazendo?"
Ou em uma maneira mais educada:
"Amigo, desculpa aí, mas as coisas não são assim..."
E sabe por que? Por que a maioria das pessoas não vai escutar mesmo. De conselho o inferno está cheio, eles dizem. Ou tem que ser alguém muito próximo pra te dar pitaco ou tem que ser um livro/site de auto-ajuda. E assim mesmo as cagadinhas do caminha de tornar-mos-nos-eis-vós-sois-ereis acontecem. E muito.
Não pense que com gringo é mais fácil. HA.
Ha ha.
Beijos no coração partido de vocês. Se casar sara, olha. Sara merrrrrrrmo.
Te adoro, old little girl. Morro de saudades.
20120420
tempo perdido
A grande diferença de olhar pela janela agora e durante o inverno é que no inverno se tem uma desculpa para não ir lá fora.
Perder tempo é uma grande piada sem graça. Gastar o que nem se sabe o quanto se tem não fazendo nada, abraçar o fantasma da desmotivação em vez de exorcisa-lo. Não sentir nem um pouco de arrependimento de ver o dia ir dormir enquanto tu não dormes e acordar quando ele já tem duas patas. Se sentir mal por estar muito além das datas de entrega de coisas importantes mas não mexer um dedo naquela direção.
Se tornar mais e mais anti-social.
Dizem que tem hora para tudo, considero saber se há um tempo para se perder tempo, se alguma coisa vem além disso. É bom mesmo eu me movimentar. Vou telefonar para alguém, espero que atendam...
Perder tempo é uma grande piada sem graça. Gastar o que nem se sabe o quanto se tem não fazendo nada, abraçar o fantasma da desmotivação em vez de exorcisa-lo. Não sentir nem um pouco de arrependimento de ver o dia ir dormir enquanto tu não dormes e acordar quando ele já tem duas patas. Se sentir mal por estar muito além das datas de entrega de coisas importantes mas não mexer um dedo naquela direção.
Se tornar mais e mais anti-social.
Dizem que tem hora para tudo, considero saber se há um tempo para se perder tempo, se alguma coisa vem além disso. É bom mesmo eu me movimentar. Vou telefonar para alguém, espero que atendam...
20120405
Eu reclamo demais
Minha namorada me deixou no chão com um comentário:
"Oh my God, you complain SO MUCH recently, you know what? You look like this kinda old dick!"
Com toda a autoridade e liberdade que ela tem para fazer tal comentário e com o meu hábito de ouvir as pessoas a quem eu considero próximas, me perguntei se eu realmente não reclamo demais. Reclamo da vida, de péssimos filmes, de péssimos atores e de artistas pop em geral.
Reclamo do frio do inverno que nunca acaba mesmo quando é primavera já (Spring is here again meu ovo) e reclamo de mim mesmo não tomar certas atitudes. Acho que ela tem razão. Deve ser hora de rever vários valores e observações.
Quando se dá uma de espertinho e sabichão o tempo todo, pára de ser divertido. Fun is over. That joke is not funny and I ain't joking when I say that.
Engraçado que eu sabia disso antes mesmo de ela falar, estávamos vendo um filme terrível que mais tarde ela também admitiu ser péssimo não só pelas presenças de Sarah Jessica-Parker e Jon Bon Jovi per si mas pelo roteiro desengonçado. E quando eu fechei a boca depois de abrir pra fazer um novo comentário desnecessário eu mesmo já me dizia a frase que ela me disse. Ainda bem que ela não ficou com raiva mesmo. Um empurrãozinho pra orientar.
Eu já vinha pensando nisso na verdade, desde uma tarde que estava sentado na beira do Rio Douro sozinho, curtindo cada minutinho e refletindo profundamente sobre minha vida presente.
Eu sabia que deveria melhorar. Eu sei que devo.
Melhor começar de algum lugar. E já.
"Oh my God, you complain SO MUCH recently, you know what? You look like this kinda old dick!"
Com toda a autoridade e liberdade que ela tem para fazer tal comentário e com o meu hábito de ouvir as pessoas a quem eu considero próximas, me perguntei se eu realmente não reclamo demais. Reclamo da vida, de péssimos filmes, de péssimos atores e de artistas pop em geral.
Reclamo do frio do inverno que nunca acaba mesmo quando é primavera já (Spring is here again meu ovo) e reclamo de mim mesmo não tomar certas atitudes. Acho que ela tem razão. Deve ser hora de rever vários valores e observações.
Quando se dá uma de espertinho e sabichão o tempo todo, pára de ser divertido. Fun is over. That joke is not funny and I ain't joking when I say that.
Engraçado que eu sabia disso antes mesmo de ela falar, estávamos vendo um filme terrível que mais tarde ela também admitiu ser péssimo não só pelas presenças de Sarah Jessica-Parker e Jon Bon Jovi per si mas pelo roteiro desengonçado. E quando eu fechei a boca depois de abrir pra fazer um novo comentário desnecessário eu mesmo já me dizia a frase que ela me disse. Ainda bem que ela não ficou com raiva mesmo. Um empurrãozinho pra orientar.
Eu já vinha pensando nisso na verdade, desde uma tarde que estava sentado na beira do Rio Douro sozinho, curtindo cada minutinho e refletindo profundamente sobre minha vida presente.
Eu sabia que deveria melhorar. Eu sei que devo.
Melhor começar de algum lugar. E já.
20120403
Desacelerar
- Cortar internet do celular
- Lembrar da torre em frente aos campos de março/marte iluminada e como valeu a pena sentar na grama e esperar anoitecer
- Nunca jamais demonstrar-se um macho alpha ou coisa do genêro. Foi uma péssima experiência ter que ouvir aquilo tudo, mesmo que não tenha sido intencional por parte deles
- Tolerar em nome do karma e das coisas boas. Não significa fazer esforço para comunicar
- Mandar um número específico de pessoas à merda. Limpeza social faz tão bem quanto a limpeza da casa
- Correr apreciando a vista. Pensar quando parado.
- Ler livros que chamem a atenção e dão prazer. Ignorar os comentários pedantes de gente que acha que sabe das coisas. Mesmo que elas tenham um diploma na área. Mesmo assim. Ha ha.
- Aliás, ignorar o grau de educação das pessoas fora de questões profissionais. Deixar os inovadores radicais, conhecedores profundos e imitadores baratos que tentam ser algo mais seus pobres selves pra lá. Incluí-los no número específico x de pessoas a mandar à merda.
- Se x é um número específico de pessoas a mandar a puta que os pariu, é inversamente proporcional a quantidade t de tranquilidade e p de paz de espírito dividido pelo saco que nunca estará cheio enquanto eu tomar essa medida.
- Fazer coisas antigas. Refazer coisas novas.
- Buscar qualidade. A mais filosófica das questões.
- Lembrar da torre em frente aos campos de março/marte iluminada e como valeu a pena sentar na grama e esperar anoitecer
- Nunca jamais demonstrar-se um macho alpha ou coisa do genêro. Foi uma péssima experiência ter que ouvir aquilo tudo, mesmo que não tenha sido intencional por parte deles
- Tolerar em nome do karma e das coisas boas. Não significa fazer esforço para comunicar
- Mandar um número específico de pessoas à merda. Limpeza social faz tão bem quanto a limpeza da casa
- Correr apreciando a vista. Pensar quando parado.
- Ler livros que chamem a atenção e dão prazer. Ignorar os comentários pedantes de gente que acha que sabe das coisas. Mesmo que elas tenham um diploma na área. Mesmo assim. Ha ha.
- Aliás, ignorar o grau de educação das pessoas fora de questões profissionais. Deixar os inovadores radicais, conhecedores profundos e imitadores baratos que tentam ser algo mais seus pobres selves pra lá. Incluí-los no número específico x de pessoas a mandar à merda.
- Se x é um número específico de pessoas a mandar a puta que os pariu, é inversamente proporcional a quantidade t de tranquilidade e p de paz de espírito dividido pelo saco que nunca estará cheio enquanto eu tomar essa medida.
- Fazer coisas antigas. Refazer coisas novas.
- Buscar qualidade. A mais filosófica das questões.
20111224
Nunca mais vou beber de novo/Índios;Regret
É natal no Japão, são 9 e 40 da manhã em Manaus e o natal só vai ser comemorado no finalzinho da noite, as lojas devem estar lotadas.
Eu lembrei que eu gostava dessa música, Índios da Legião Urbana, cujos integrantes e adoração pelo Renato Russo eu desprezo. Mas tem essa música... E 1965 (Duas Tribos), Riding Song e Tempo Perdido. Não dá pra negar que essas músicas são boas. Índios é um pouco difícil de tocar, resolvi tentar, só pra variar.
Nesse exato momento estou ouvindo Regret do New Order. Era esse meu sentimento hoje de manhã, ainda é um pouco e eu adoro essa música "I would like a place I could call my own, have a conversation on the telephone..."
Bebi muito ontem, fiquei destruído, não prestei pra nada o dia inteiro. Prometi de novo que nunca mais ia beber, a mesma mentira de sempre.
Eu fiz o que não devia também. Não importa muito agora, espero que não venha a importar no futuro. Mas as coisas acontecem e não se pode muda-las. Só ter arrependimento e tentar ajeitar. Tentei, não sei como vai ser.
Tive um insight divino também. Jogado entre o cobertor elétrico e as roupas com cheiro de cigarro e álcool ainda, percebi que nada ia se consertar por si só. Levantei, fiz o que pude.
Não adianta pedir e esperar. Tem que fazer.
Eu lembrei que eu gostava dessa música, Índios da Legião Urbana, cujos integrantes e adoração pelo Renato Russo eu desprezo. Mas tem essa música... E 1965 (Duas Tribos), Riding Song e Tempo Perdido. Não dá pra negar que essas músicas são boas. Índios é um pouco difícil de tocar, resolvi tentar, só pra variar.
Nesse exato momento estou ouvindo Regret do New Order. Era esse meu sentimento hoje de manhã, ainda é um pouco e eu adoro essa música "I would like a place I could call my own, have a conversation on the telephone..."
Bebi muito ontem, fiquei destruído, não prestei pra nada o dia inteiro. Prometi de novo que nunca mais ia beber, a mesma mentira de sempre.
Eu fiz o que não devia também. Não importa muito agora, espero que não venha a importar no futuro. Mas as coisas acontecem e não se pode muda-las. Só ter arrependimento e tentar ajeitar. Tentei, não sei como vai ser.
Tive um insight divino também. Jogado entre o cobertor elétrico e as roupas com cheiro de cigarro e álcool ainda, percebi que nada ia se consertar por si só. Levantei, fiz o que pude.
Não adianta pedir e esperar. Tem que fazer.
20111220
Coisas
Coisas que vejo por aqui, dificeis de explicar mas interessantes de ver.
Ah sim, minha mae veio e ja foi. Foi otimo passear com ela, as vezes esqueco como e bonito este pais... Mas ainda assim, a gente ve cada coisas como:
A coruja com cara de buceta
Eu, perdido em algum lugar
E por ai vai, vou tentar voltar a escrever todo dia (de novo)...
Ah sim, minha mae veio e ja foi. Foi otimo passear com ela, as vezes esqueco como e bonito este pais... Mas ainda assim, a gente ve cada coisas como:
Origamis
A coruja com cara de buceta
Cha
Caledonia, minha hamster
A misteriosa porta anti-gordo (ou somente muito estreita mesmo)
Loja de calcas de mulher... sem palavras
O Parque e a Estacao da Doida
Eu, perdido em algum lugar
The Maxx, alguem lembra?
A estranha entidade com chapeu de campones, sake, pinto de cogumelo e saco de boi velho
As gambiarras que se faz pra poder armar uma rede aonde as paredes sao de papel...
E por ai vai, vou tentar voltar a escrever todo dia (de novo)...
20111115
Mamãe Visita, o Homem do Lixo & Minha Vida Iluminada Por Uma Lâmpada Falhando
Pois é, arrumei tudo e minha querida criadora está no avião para São Paulo neste exato momento. De lá uma conexão para Doha e depois em Osaka, aqui pertinho. Serão 3 semanas de uma viagem internacional que eu espero que seja inesquecível para ela. Imagino como deve ser, já que ela quase não fala inglês (o que daria pra se virar sozinha por aqui), mas fé em Deus, vai ser tranquilo! Teve algumas complicações pra conseguir o visto por causa da greve dos correios, mas o pessoal do consulado foi muito gentil e saiu tudo em ordem bem antes da viagem. A passagem comprei pela internet, procurei no Skycanner e achei a um preço bem razoável pra essa época do ano, perguntei se ela queria vir na primavera, com as Sakuras e tal, mas ela preferiu ver o outono pela primeira vez. Sei a sensação. O vôo vai ser um pouco cansativo, com um total de 35 horas, incluindo escalas e transferências. Expliquei direitinho como é essas viagens e acho que vai ser tudo ok.
E agora eu estava vendo o que eu preciso preparar para recebê-la, mas não vai ser muita coisa não, vou tentar gastar o menor tempo possível dentro de casa, é muita coisa pra mostrar. Veremos!
Ah, meu PC-stein está montado e funcionando, ficou legal e gastei muito menos que imaginava. Ficou tão bom que roda o emulador de Game Cube/Wii numa boa. Vou mandar as partes do antigo pra casa assim meu irmão pode montar um PC-stein pra ele.
Aqui vai muito PC pro lixo, mas só depois que eles já estão superusados e detonados, acho que eu já disse isso aqui, mas japonês não é tão capitalista como se imagina, as vezes eles deixam de usar uma coisa antiga, mas eles usam MUITO o que eles tem antes de jogar fora. O que acontce é que se caçar, encontra várias coisas em excelente estado de conservação. Tem um cara aqui na minha rua que coleta coisas usadas, na verdade eu nem posso afirmar isso por que não entendo bem o que ele faz. Ele tem cerca de quatro casas no total, duas de frente para outras duas e estas estão apinhadas de entulho... Armários de metal, tábuas, rodas de patins, bacias, peças de computador, cabos de todos os tipos, etc. Eu não sei se é reciclagem por que tem coisas ali que há mais de ano nunca se moveram e se fosse reciclagem os metais já teriam ido pro brejo. Acho que ele vende algumas dessas coisas, mas não sei, não tem lógica. Pode ser que ele seja daquelas pessoas que são doentes e acumulam tudo, fazem pilhas infinitas de porcarias e coisas desnecessárias. Confesso que depois de vir morar aqui comecei a me livrar de certas coisas com medo de ficar daquele jeito. Ele não faz mal a ninguém, só atrapalha um pouco a passagem mas não é nada de se fazer uma queixa...
Acho que meu namoro está indo pro brejo também... Esse negócio de relações internacionais é muito complicado, é legal, mas muito complicado... O pior é que nem estou muito triste não, aliás pouco faço pra alguma coisa mudar. Acho que me deixei desgastar. Acontece... Uma hora eu encontro com alguém que se acerte comigo, afinadinho. Ruim é que nessa época de namoros ruindo (e depois também) a fé na humanidade fica tão baixa que o simples paradigma de uma nova relação enche o saco. Se acabar mesmo acho que vai ser hora do bloco do eu sozinho (sem referência à banda que fez esse disco, detesto tanto eles que nem vou dizer o nome. E hoje tive a infelicidade de saber que ano que vem eles vão se reunir... bleh).
Hoje eu dormi 14 horas e não saí de casa pra nada. Deve ser um alerta, daqui a 4 horas serão 8 horas e o Japão começa a rotina na maioria dos lugares, eu devo me encaixar nessa um pouco, pode ser uma boa por um dia, afinal na quinta-feira eu me torno anfitrião da mulher que me deu a vida (tinha a opção de não fazê-lo e fê-lo assim mesmo)... Acho que vai ficar tudo bem.
Caledônia manda abraços de hamster para todos. Ah e hamsters não fazem cocô por onde passam, tem o detalhe nojentinho de que eles comem as próprias fezes para digerir melhor nutrientes, então eles sempre fazem as obras perto de casa.
Acho que agora ninguém quer o tal abraço...
E agora eu estava vendo o que eu preciso preparar para recebê-la, mas não vai ser muita coisa não, vou tentar gastar o menor tempo possível dentro de casa, é muita coisa pra mostrar. Veremos!
Ah, meu PC-stein está montado e funcionando, ficou legal e gastei muito menos que imaginava. Ficou tão bom que roda o emulador de Game Cube/Wii numa boa. Vou mandar as partes do antigo pra casa assim meu irmão pode montar um PC-stein pra ele.
Aqui vai muito PC pro lixo, mas só depois que eles já estão superusados e detonados, acho que eu já disse isso aqui, mas japonês não é tão capitalista como se imagina, as vezes eles deixam de usar uma coisa antiga, mas eles usam MUITO o que eles tem antes de jogar fora. O que acontce é que se caçar, encontra várias coisas em excelente estado de conservação. Tem um cara aqui na minha rua que coleta coisas usadas, na verdade eu nem posso afirmar isso por que não entendo bem o que ele faz. Ele tem cerca de quatro casas no total, duas de frente para outras duas e estas estão apinhadas de entulho... Armários de metal, tábuas, rodas de patins, bacias, peças de computador, cabos de todos os tipos, etc. Eu não sei se é reciclagem por que tem coisas ali que há mais de ano nunca se moveram e se fosse reciclagem os metais já teriam ido pro brejo. Acho que ele vende algumas dessas coisas, mas não sei, não tem lógica. Pode ser que ele seja daquelas pessoas que são doentes e acumulam tudo, fazem pilhas infinitas de porcarias e coisas desnecessárias. Confesso que depois de vir morar aqui comecei a me livrar de certas coisas com medo de ficar daquele jeito. Ele não faz mal a ninguém, só atrapalha um pouco a passagem mas não é nada de se fazer uma queixa...
Acho que meu namoro está indo pro brejo também... Esse negócio de relações internacionais é muito complicado, é legal, mas muito complicado... O pior é que nem estou muito triste não, aliás pouco faço pra alguma coisa mudar. Acho que me deixei desgastar. Acontece... Uma hora eu encontro com alguém que se acerte comigo, afinadinho. Ruim é que nessa época de namoros ruindo (e depois também) a fé na humanidade fica tão baixa que o simples paradigma de uma nova relação enche o saco. Se acabar mesmo acho que vai ser hora do bloco do eu sozinho (sem referência à banda que fez esse disco, detesto tanto eles que nem vou dizer o nome. E hoje tive a infelicidade de saber que ano que vem eles vão se reunir... bleh).
Hoje eu dormi 14 horas e não saí de casa pra nada. Deve ser um alerta, daqui a 4 horas serão 8 horas e o Japão começa a rotina na maioria dos lugares, eu devo me encaixar nessa um pouco, pode ser uma boa por um dia, afinal na quinta-feira eu me torno anfitrião da mulher que me deu a vida (tinha a opção de não fazê-lo e fê-lo assim mesmo)... Acho que vai ficar tudo bem.
Caledônia manda abraços de hamster para todos. Ah e hamsters não fazem cocô por onde passam, tem o detalhe nojentinho de que eles comem as próprias fezes para digerir melhor nutrientes, então eles sempre fazem as obras perto de casa.
Acho que agora ninguém quer o tal abraço...
20111109
Monster PC e Caledônia
O carinha do Takyubin (entregas expressas) bateu aqui na porta e perguntou se eu era eu, mandou eu esperar um pouco. Assinei a papelada e quando eu vi o pobre rapaz quase se defecando pra carregar um caixa enorme. Ajudei ele que ficou aliviado de eu estar em casa e ele não precisar levar a jamanta de volta pro caminhão. O que veio dentro?
Pois é, botei um porta-canetas do lado pra ter uma idéia do tamanho. E é super pesado também!
Então, aqui no Japão o Yahoo! ainda é um site bastante visitado e tem o Yahoo! Auctions é uma das melhores coisas de lá. Dá pra comprar várias coisas a um preço legal se tiver paciência, já economizei uma grana com várias coisas de lá. Lembra o Arremate aí do Brasil, nem sei se ainda existe...
Então, querendo turbinar meu PC, fui atrás de um processador novo, só que era mais barato comprar um PC velho que tivesse o dito cujo, tinha pc de todo jeito, sem pé, sem cabeça... Depois de tentar dar um lance muquirana em vários deixei uma oferta mínima nessa criança aí e levei. Só que na foto parecia bem menor (normalmente é o oposto aqui no Japão, as coisas nas fotos são bem maiores que a realidade, inclusive pessoas, comidas e promessas de sexo). Enfim o trambolho chegou aqui e não sabia o que fazer. Já peguei o que queria, mas veio com vários bonus (fonte fodona, memórias extras, coolers com neon) Pelo tamanho e acessórias isso aí era um servidor de alguma empresa, o troço tem espaço pra 16 HDs. Resolvi montar um Frankstein e encomendei umas peças aí... Vamos ver o que vai dar.
Ah, eu queria apresentar a Caledônia, minha hamster:
Antes dela eu tinha o Johnny:
Johnny passou várias noites cavando um buraquinho na parede onde eu menos desconfiava e fugiu... Como naquele filme Shawshank Redemption (Um Sonho de Liberdade). Sério. FDP se mandou. Culpa minha por deixa-lo livre da gaiola de noite, pra correr fora da rodinha.
A Caledônia é mais calma, menor (ela é um Siberiana Azul Safira, o Johnny era Dourado) às vezes deixo ela correr um pouco pelo apartamento mas ela mesma vai em direção a gaiola e volta.
No Japão é comum não ser permitido animais de qualquer tipo nos apartamentos. Peixes ou pássaros são aceitos. O dono do prédio não sabe nada, então tô seguro hehehe. Hamsters são animais noturnos, então durante o dia eu cubro a gaiola caso o dono venha aqui não vai saber de nada e nem ouvir barulhos.
Faz diferença ter um bichinho. É alguém pra cuidar e dizer boa noite. Quando se mora sozinho é importante. Terapêutico. Tenho saudade das minhas cadelas no Brasil. Sempre fui apegado, acho que é ausência paterna talvez...
Ganhei uma camisa do programa do Allan Sieber, pedi pra mandarem pra Manaus, já que pra cá com certeza não rolava. Foi legal ganhar alguma coisa assim, inesperada. hehe
Pois é, botei um porta-canetas do lado pra ter uma idéia do tamanho. E é super pesado também!
Então, aqui no Japão o Yahoo! ainda é um site bastante visitado e tem o Yahoo! Auctions é uma das melhores coisas de lá. Dá pra comprar várias coisas a um preço legal se tiver paciência, já economizei uma grana com várias coisas de lá. Lembra o Arremate aí do Brasil, nem sei se ainda existe...
Então, querendo turbinar meu PC, fui atrás de um processador novo, só que era mais barato comprar um PC velho que tivesse o dito cujo, tinha pc de todo jeito, sem pé, sem cabeça... Depois de tentar dar um lance muquirana em vários deixei uma oferta mínima nessa criança aí e levei. Só que na foto parecia bem menor (normalmente é o oposto aqui no Japão, as coisas nas fotos são bem maiores que a realidade, inclusive pessoas, comidas e promessas de sexo). Enfim o trambolho chegou aqui e não sabia o que fazer. Já peguei o que queria, mas veio com vários bonus (fonte fodona, memórias extras, coolers com neon) Pelo tamanho e acessórias isso aí era um servidor de alguma empresa, o troço tem espaço pra 16 HDs. Resolvi montar um Frankstein e encomendei umas peças aí... Vamos ver o que vai dar.
Ah, eu queria apresentar a Caledônia, minha hamster:
Antes dela eu tinha o Johnny:
Johnny passou várias noites cavando um buraquinho na parede onde eu menos desconfiava e fugiu... Como naquele filme Shawshank Redemption (Um Sonho de Liberdade). Sério. FDP se mandou. Culpa minha por deixa-lo livre da gaiola de noite, pra correr fora da rodinha.
A Caledônia é mais calma, menor (ela é um Siberiana Azul Safira, o Johnny era Dourado) às vezes deixo ela correr um pouco pelo apartamento mas ela mesma vai em direção a gaiola e volta.
No Japão é comum não ser permitido animais de qualquer tipo nos apartamentos. Peixes ou pássaros são aceitos. O dono do prédio não sabe nada, então tô seguro hehehe. Hamsters são animais noturnos, então durante o dia eu cubro a gaiola caso o dono venha aqui não vai saber de nada e nem ouvir barulhos.
Faz diferença ter um bichinho. É alguém pra cuidar e dizer boa noite. Quando se mora sozinho é importante. Terapêutico. Tenho saudade das minhas cadelas no Brasil. Sempre fui apegado, acho que é ausência paterna talvez...
Ganhei uma camisa do programa do Allan Sieber, pedi pra mandarem pra Manaus, já que pra cá com certeza não rolava. Foi legal ganhar alguma coisa assim, inesperada. hehe
20111105
Sono Pula-pula
São sete da manhã de uma manhã de outono em Kyoto, desde ontem uma névoa cobre a cidade que me lembra as famosas frieiras de Manaus, quando aconteciam. Às vezes tinha névoa quando eu estava indo para escola a pé, pertinho de casa. Lembro que uma vez até choveu um granizo fininho, coisa rara na Linha do Equador.
Aqui, não. Quatro estações, bem definidas, bem diferentes. Primavera cheia de Sakuras, volta às aulas, jaquetas leves, descobertas, flores. Verão (em Kyoto) como o dia-a-dia de Manaus, trinta graus gritantes e 80% de humidade, Praia de Shirahama, japoneses amarelo-escuros de sol e garotas de biquíni que me fazem broxar de tão cafonas que são. Outono, agora. Mudança das folhas, dias ainda quentes ou de repente super frios. Frutas novas no mercado, tomates ficam tão caros e os mosquitos desaparecem.
Eu odeio o inverno.
É frio DEMAIS. Quase não neva aqui, quando neva é lindo, mas quase não neva. Ano passado nevou 20 centímetros no último dia do ano e eu me senti criança, um Charlie Brown brincando com um Snoopy invisível. Eu estava sozinho na cidade mas nunca me senti tão acompanhado. Fiz anjos de neve, caí da bicicleta, bebi vodka com um punhado de neve misturado e considerei seriamente em amarrar raquetes de tênis no sapato pra ver se funcionava como um sapato de neve. Foi um dia legal, uma despedida cordial de 2010, um ano em que tomei decisões difíceis.
Mas nem sempre é assim, as árvores secam e ficam peladas, é preciso andar com um monte de roupas que me sufocam e minha conta de gás vai pra casa dos 5 dígitos. Bicicleta se torna tortura e ninguém quer sair de casa.
O problema de hoje é o meu sono que não vem e não vai. O pior de tudo é ficar no meio, meio cansado, meio inquieto. Sem dormir e não querendo deitar.
Eu sempre tive problemas pra dormir, desde pequeno, minha mãe só faltava enlouquecer com a minha falta de sono e inquietação. Não importava quão cedo eu acordasse, sempre ia dormir tarde.
Às vezes eu durmo coisa de 6, 7 horas por dia, durante uma semana, outras eu durmo entre 8 e 12 horas, totalmente fora de qualquer agenda. Se eu tenho algo sério pra fazer, acordo de algum jeito, nem durmo, até, com medo de perder o tal evento. Se não... a mãozinha preguiçosa desliga o despertador e a força de vontade dorme mais do que eu quando eu olho pra ela. O problema do Doutorado é que nínguem te puxa pra fazer nada (em muitos casos) então como a sua responsabilidade é só sua, fica fácil procrastinar ou simplesmente trabalhar de acordo com o seu humor.
Não terminei minha apresentação ainda, fiquei doente ontem a noite e não escrevi. Mas voltei aqui hoje por que lembrei que tinha de fazê-lo.
Ouvi uma banda genial hoje, The Soft Boys. A canção é Kingdom of Love e o vídeo é tudo de bom.
Aqui, não. Quatro estações, bem definidas, bem diferentes. Primavera cheia de Sakuras, volta às aulas, jaquetas leves, descobertas, flores. Verão (em Kyoto) como o dia-a-dia de Manaus, trinta graus gritantes e 80% de humidade, Praia de Shirahama, japoneses amarelo-escuros de sol e garotas de biquíni que me fazem broxar de tão cafonas que são. Outono, agora. Mudança das folhas, dias ainda quentes ou de repente super frios. Frutas novas no mercado, tomates ficam tão caros e os mosquitos desaparecem.
Eu odeio o inverno.
É frio DEMAIS. Quase não neva aqui, quando neva é lindo, mas quase não neva. Ano passado nevou 20 centímetros no último dia do ano e eu me senti criança, um Charlie Brown brincando com um Snoopy invisível. Eu estava sozinho na cidade mas nunca me senti tão acompanhado. Fiz anjos de neve, caí da bicicleta, bebi vodka com um punhado de neve misturado e considerei seriamente em amarrar raquetes de tênis no sapato pra ver se funcionava como um sapato de neve. Foi um dia legal, uma despedida cordial de 2010, um ano em que tomei decisões difíceis.
Mas nem sempre é assim, as árvores secam e ficam peladas, é preciso andar com um monte de roupas que me sufocam e minha conta de gás vai pra casa dos 5 dígitos. Bicicleta se torna tortura e ninguém quer sair de casa.
O problema de hoje é o meu sono que não vem e não vai. O pior de tudo é ficar no meio, meio cansado, meio inquieto. Sem dormir e não querendo deitar.
Eu sempre tive problemas pra dormir, desde pequeno, minha mãe só faltava enlouquecer com a minha falta de sono e inquietação. Não importava quão cedo eu acordasse, sempre ia dormir tarde.
Às vezes eu durmo coisa de 6, 7 horas por dia, durante uma semana, outras eu durmo entre 8 e 12 horas, totalmente fora de qualquer agenda. Se eu tenho algo sério pra fazer, acordo de algum jeito, nem durmo, até, com medo de perder o tal evento. Se não... a mãozinha preguiçosa desliga o despertador e a força de vontade dorme mais do que eu quando eu olho pra ela. O problema do Doutorado é que nínguem te puxa pra fazer nada (em muitos casos) então como a sua responsabilidade é só sua, fica fácil procrastinar ou simplesmente trabalhar de acordo com o seu humor.
Não terminei minha apresentação ainda, fiquei doente ontem a noite e não escrevi. Mas voltei aqui hoje por que lembrei que tinha de fazê-lo.
Ouvi uma banda genial hoje, The Soft Boys. A canção é Kingdom of Love e o vídeo é tudo de bom.
20111104
Um post por dia
Será que eu consigo sem ser vazio?
Não leio muitos blogs, não curto muito "internetar" dessa maneira, mas eu realmente gosto de algumas coisas. O Alan Sieber é um dos meus favoritos, desde muito tempo atrás. Agora ele está bem em alta com tanta coisa, programa de TV, etc. O David Thorne também é legal, mas ele publica quando quer. Outras coisas que eu vejo são blogs de amigos, sites das bandas que eu gosto, etc. Vlog, nem me passa. Acho que o do Felipe Neto sobre o Crepúsculo só.
Não sei bem como usar meu tempo com internet. meu PC está sempre ligado, mais por conta de downloads que de outras coisas. Na verdade estou atolado de coisas pra fazer, de coisas que eu quero fazer e de coisas que eu gostaria muito de fazer mas não sei por que não faço. Estava aprendendo russo com o Rosetta Stone mas parei prometendo pra mim mesmo que ia voltar, talvez o faça quando terminar aqui. Estava jogando Mass Effect, Bastion, Zelda Twilight Princess e Kirby Mass Attack e não terminei nenhum. Fiz uma letra e não terminei. Mas pelo menos comecei minha aprensentação de segunda-feira. E preciso terminar meu artigo, urgente. Não sei por que meu Sensei não me esculacha...
A vida aqui no Japão é tão comum quanto qualquer outra aí no Brasil depois de um tempo. Lógico que aparecem coisas novas de vez em quando mas não é sempre. E depois de 3 anos e meio (um a mais que o programado) as vida flui como fluiria em qualquer outro lugar.
Lembro uma vez que o João Francisco, um amigo meu, disse que se a gente é bom mesmo é bom em qualquer lugar, em Manaus, no Japão, na China... Verdade, a gente consegue fazer sim o que quer e o que gosta independente das condições. Talvez nem sempre exatamente como a gente quer mas um pouquinho de certeza. O João é um cara legal, ele escreve e lê um montão. Aparentemente ele não tem dúvida nenhuma sobre ter estudado letras. Eu gosto disso nele. Eu também fiz a escolha certa. Outro dia me perguntaram se eu não gostaria de ser médico ou advogado ou qualquer coisa que implique usar um jaleco ou um terno. Eu vi aquele filminho na minha cabeça? "Como Seria Se...?" e respondi de pronto: não. Tem muitas coisas que eu gosto de estudar e aprender sobre, mas profissionalmente minha área de trabalho me deixa bem contente.
E eu gosto tanto de música, não sou um músico brilhante mas tenho tanto prazer ouvindo, tocando, tentando que não posso passar sem. E informação. Aprender coisas novas, ler, adquirir, saber. As vezes eu pego alguma coisa comumente citada, sei lá, Tesla por exemplo e vou ver o que é. Faz tanto sentido saciar a curiosidade! Falando nisso, tenho que ver algo agora, senão esqueço. Amanhã eu volto, vou fazer o melhor pra isso!
Não leio muitos blogs, não curto muito "internetar" dessa maneira, mas eu realmente gosto de algumas coisas. O Alan Sieber é um dos meus favoritos, desde muito tempo atrás. Agora ele está bem em alta com tanta coisa, programa de TV, etc. O David Thorne também é legal, mas ele publica quando quer. Outras coisas que eu vejo são blogs de amigos, sites das bandas que eu gosto, etc. Vlog, nem me passa. Acho que o do Felipe Neto sobre o Crepúsculo só.
Não sei bem como usar meu tempo com internet. meu PC está sempre ligado, mais por conta de downloads que de outras coisas. Na verdade estou atolado de coisas pra fazer, de coisas que eu quero fazer e de coisas que eu gostaria muito de fazer mas não sei por que não faço. Estava aprendendo russo com o Rosetta Stone mas parei prometendo pra mim mesmo que ia voltar, talvez o faça quando terminar aqui. Estava jogando Mass Effect, Bastion, Zelda Twilight Princess e Kirby Mass Attack e não terminei nenhum. Fiz uma letra e não terminei. Mas pelo menos comecei minha aprensentação de segunda-feira. E preciso terminar meu artigo, urgente. Não sei por que meu Sensei não me esculacha...
A vida aqui no Japão é tão comum quanto qualquer outra aí no Brasil depois de um tempo. Lógico que aparecem coisas novas de vez em quando mas não é sempre. E depois de 3 anos e meio (um a mais que o programado) as vida flui como fluiria em qualquer outro lugar.
Lembro uma vez que o João Francisco, um amigo meu, disse que se a gente é bom mesmo é bom em qualquer lugar, em Manaus, no Japão, na China... Verdade, a gente consegue fazer sim o que quer e o que gosta independente das condições. Talvez nem sempre exatamente como a gente quer mas um pouquinho de certeza. O João é um cara legal, ele escreve e lê um montão. Aparentemente ele não tem dúvida nenhuma sobre ter estudado letras. Eu gosto disso nele. Eu também fiz a escolha certa. Outro dia me perguntaram se eu não gostaria de ser médico ou advogado ou qualquer coisa que implique usar um jaleco ou um terno. Eu vi aquele filminho na minha cabeça? "Como Seria Se...?" e respondi de pronto: não. Tem muitas coisas que eu gosto de estudar e aprender sobre, mas profissionalmente minha área de trabalho me deixa bem contente.
E eu gosto tanto de música, não sou um músico brilhante mas tenho tanto prazer ouvindo, tocando, tentando que não posso passar sem. E informação. Aprender coisas novas, ler, adquirir, saber. As vezes eu pego alguma coisa comumente citada, sei lá, Tesla por exemplo e vou ver o que é. Faz tanto sentido saciar a curiosidade! Falando nisso, tenho que ver algo agora, senão esqueço. Amanhã eu volto, vou fazer o melhor pra isso!
20110822
Cut your hair
Uma das melhores músicas do Pavement.
Cortei o cabelo depois de dez anos com cachos caindo sobre as orelhas, ombros, crescendo e diminuindo sem jamais ser realmente curto. Dessa vez está curtinho.
Confesso um alívio tremendo. Confesso que um peso saiu das minhas costas.
Estava irritado com o cabelo, aparência, coisas que não mudam e problemas da vida. Resolvi eu mesmo mudar, começando de fora, já que por dentro é sempre mais difícil. E me sinto ótimo!
Nunca fiz do cabelo uma questão de atitude, só gostava de tê-lo comprido, adorava as meninas fazendo tranças ou simplesmente querendo mexer nos cachos que horas atrás eu ostentava. Agora não mais, mas me sinto leve, light, com cara de novo começo. Todo mundo gosta de novos começos, exceto quando eles vem depois de péssimos términos.
Mas eu terminei bem com meu cabelão, deixando uma saudade saudável e uma atmosfera de dez anos juntos mais serena. Eu rio a toa quando tento ajeitar o meu agora inexistente rabo-de-cavalo.
Estranho como uma coisa simples assim faz o mundo parecer mais legal.
E eu pareço mais novo também haha.
Cortei o cabelo depois de dez anos com cachos caindo sobre as orelhas, ombros, crescendo e diminuindo sem jamais ser realmente curto. Dessa vez está curtinho.
Confesso um alívio tremendo. Confesso que um peso saiu das minhas costas.
Estava irritado com o cabelo, aparência, coisas que não mudam e problemas da vida. Resolvi eu mesmo mudar, começando de fora, já que por dentro é sempre mais difícil. E me sinto ótimo!
Nunca fiz do cabelo uma questão de atitude, só gostava de tê-lo comprido, adorava as meninas fazendo tranças ou simplesmente querendo mexer nos cachos que horas atrás eu ostentava. Agora não mais, mas me sinto leve, light, com cara de novo começo. Todo mundo gosta de novos começos, exceto quando eles vem depois de péssimos términos.
Mas eu terminei bem com meu cabelão, deixando uma saudade saudável e uma atmosfera de dez anos juntos mais serena. Eu rio a toa quando tento ajeitar o meu agora inexistente rabo-de-cavalo.
Estranho como uma coisa simples assim faz o mundo parecer mais legal.
E eu pareço mais novo também haha.
20110820
Cápsula do Tempo
2000
Eu tinha 17, tinha começado a estudar na Ulbra por que não tinha passado na UFAM (então UA). As pessoas lá eram legais comigo, a maioria gente com mais de 30 que estava batalhando um diploma para melhorar de vida. Eles riam da minha inocência mas sempre me encorajavam. Eu não sabia que no ano seguinte estaria na UFAM, que um daqueles caras iria morrer de derrame, que eu não iria ver quase ninguém de lá por muito muito tempo. E que um dos meus colegas de classe seria namorado da minha mãe cinco ou seis anos depois. Foi bom por que as pessoas me tratavam bem em geral, eu me sentia aceito no mundo adulto.
Era a melhor parte do meu dia durante 6 meses em que trabalhei na Semp-Toshiba como estagiário, arranjado por uma amiga de minha mãe. Ali eu tinha que organizar infinitos documentos e aturar as picuinhas do Distrito Industrial de Manaus. Aprendi algumas coisas ali mas na maior parte do tempo detestava tudo e todos. Aprendi a enrolar no arquivo, já que quando eu cumpria com meus deveres em tempo ninguém gostava. Pisei lá novamente somente uma vez. Não sabia que o pessoal de lá me ligaria no dia em que o resultado da UFAM saiu no rádio, anunciando a noticia que daria rumo a minha vida. Muitos anos depois soube que as coisas ficaram ainda mais complicadas por lá e apesar de tudo fiz alguns amigos que encontrei depois de algum tempo.
Namorava a Adriana, minha primeira namorada. Um amor de menina, estudante da ETFAM. Nos conhecemos em um mini-curso sobre meio ambiente no Parque do Mindú. Eu iria visitá-la na ETFAM com freqüência. Nunca iria na casa dela e receberia um telefonema zangado da mãe dela por causa de algumas marcas de beijo. Terminaria com ela 7 ou 8 meses depois, principalmente por causa da minha falta de entendimento de muitas coisas sobre relacionamentos. Somos amigos até hoje apesar de não nos falarmos com freqüência. Ela deve ter um diploma de psicologia nestas alturas, naquela época ela estudava meio-ambiente. Tive um tempo ótimo com ela, primeira namorada que deixa saudades.
Baixava músicas pelo Napster na Ulbra ou em casa, quando o IG começou. Era tão difícil completar um arquivo e muitas vezes tinha que zipar em três disquetes para levar para casa. Gravava as minguadas músicas em fita k7, adaptando o rádio ao computador. Emprestava cd's e ouvia tudo o que podia no meu walkman comprado com o pouco dinheiro do estágio. No ano seguinte o Audio Galaxy me faria mais feliz e eu conheceria mais gente que podia me ensinar sobre música. Tinha um violão que seria roubado 4 anos depois. Já era louco por quadrinhos, adorava Conan.
Tinha parado de ir na Praça do Congresso às sextas-feiras por causa da Ulbra mas ainda encontrava meus amigos do rock com freqüência. Minha mãe enlouquecia quando eu chegava "tarde" (depois das 23 horas). Dez anos depois eu entenderia os sentimentos dela de uma maneira inesperada (nada a ver com um filho ou algo do tipo). A partir do ano seguinte tive a tão esperada liberdade dos 18. Minha mãe não larga do meu pé até hoje, mesmo eu estando do outro lado do mundo.
Se eu tivesse feito uma cápsula do tempo naqueles dias... Ei riria e amaria aquele rapazinho magrelo e espantado com tudo, que espremia seu tempo entre trabalho, estudo, namorada, dois irmãos e uma mãe e um casal de cachorros que morreriam 5 anos mais tarde em um dia qualquer. Enterrei-os no quintal de casa, que agora é cimentado.
Eu me vejo há 11 anos atrás e eu sorrio, os primeiros passos são sempre emocionantes e deixam uma saudade gostosa daquela falta de noção de tudo e de todos. E agora eu divido com vocês.
Eu tinha 17, tinha começado a estudar na Ulbra por que não tinha passado na UFAM (então UA). As pessoas lá eram legais comigo, a maioria gente com mais de 30 que estava batalhando um diploma para melhorar de vida. Eles riam da minha inocência mas sempre me encorajavam. Eu não sabia que no ano seguinte estaria na UFAM, que um daqueles caras iria morrer de derrame, que eu não iria ver quase ninguém de lá por muito muito tempo. E que um dos meus colegas de classe seria namorado da minha mãe cinco ou seis anos depois. Foi bom por que as pessoas me tratavam bem em geral, eu me sentia aceito no mundo adulto.
Era a melhor parte do meu dia durante 6 meses em que trabalhei na Semp-Toshiba como estagiário, arranjado por uma amiga de minha mãe. Ali eu tinha que organizar infinitos documentos e aturar as picuinhas do Distrito Industrial de Manaus. Aprendi algumas coisas ali mas na maior parte do tempo detestava tudo e todos. Aprendi a enrolar no arquivo, já que quando eu cumpria com meus deveres em tempo ninguém gostava. Pisei lá novamente somente uma vez. Não sabia que o pessoal de lá me ligaria no dia em que o resultado da UFAM saiu no rádio, anunciando a noticia que daria rumo a minha vida. Muitos anos depois soube que as coisas ficaram ainda mais complicadas por lá e apesar de tudo fiz alguns amigos que encontrei depois de algum tempo.
Namorava a Adriana, minha primeira namorada. Um amor de menina, estudante da ETFAM. Nos conhecemos em um mini-curso sobre meio ambiente no Parque do Mindú. Eu iria visitá-la na ETFAM com freqüência. Nunca iria na casa dela e receberia um telefonema zangado da mãe dela por causa de algumas marcas de beijo. Terminaria com ela 7 ou 8 meses depois, principalmente por causa da minha falta de entendimento de muitas coisas sobre relacionamentos. Somos amigos até hoje apesar de não nos falarmos com freqüência. Ela deve ter um diploma de psicologia nestas alturas, naquela época ela estudava meio-ambiente. Tive um tempo ótimo com ela, primeira namorada que deixa saudades.
Baixava músicas pelo Napster na Ulbra ou em casa, quando o IG começou. Era tão difícil completar um arquivo e muitas vezes tinha que zipar em três disquetes para levar para casa. Gravava as minguadas músicas em fita k7, adaptando o rádio ao computador. Emprestava cd's e ouvia tudo o que podia no meu walkman comprado com o pouco dinheiro do estágio. No ano seguinte o Audio Galaxy me faria mais feliz e eu conheceria mais gente que podia me ensinar sobre música. Tinha um violão que seria roubado 4 anos depois. Já era louco por quadrinhos, adorava Conan.
Tinha parado de ir na Praça do Congresso às sextas-feiras por causa da Ulbra mas ainda encontrava meus amigos do rock com freqüência. Minha mãe enlouquecia quando eu chegava "tarde" (depois das 23 horas). Dez anos depois eu entenderia os sentimentos dela de uma maneira inesperada (nada a ver com um filho ou algo do tipo). A partir do ano seguinte tive a tão esperada liberdade dos 18. Minha mãe não larga do meu pé até hoje, mesmo eu estando do outro lado do mundo.
Se eu tivesse feito uma cápsula do tempo naqueles dias... Ei riria e amaria aquele rapazinho magrelo e espantado com tudo, que espremia seu tempo entre trabalho, estudo, namorada, dois irmãos e uma mãe e um casal de cachorros que morreriam 5 anos mais tarde em um dia qualquer. Enterrei-os no quintal de casa, que agora é cimentado.
Eu me vejo há 11 anos atrás e eu sorrio, os primeiros passos são sempre emocionantes e deixam uma saudade gostosa daquela falta de noção de tudo e de todos. E agora eu divido com vocês.
20110528
Eletrônica
Meu avô me ensinou a soldar. Ele é bem definido pelo termo handyman ou melhor em português moderno e não traduzindo a expressão anterior, multifuncional. Tudo ele sabe consertar, encanamento, fiação, etc. Essas coisas de casa que não requerem conhecimento super profundo, que na pior das hipóteses uma gambiarra temporária resolve. Ele fez um curso de eletrônica nos anos 70 e montou um rádio em uma caixa de madeira, o único desvirtuamento do honorável é que design não é forte dele, se fosse engenheiro seria bem à moda antiga: funcionalidade antes da beleza.Mas como eu dizia ele me ensinou, pedia para eu segurar dois fios enquanto ele soldava, na verdade eu não entendia bem e achava aquilo meio chato, mas adorava mexer nas ferramentas dele enquanto ele explicava como as coisas funcionavam. Um simples teste de corrente foi montado com dois fios correndo por dentro de duas canetas bic, soldados nas pontas destas e com as outras extremidades em uma antiga lâmpada azul, tipo aquelas de arraial. Era legal ver duas canetas que podiam acender uma lâmpadazinha diferente e ouvir a satisfação dele ao dizer: está funcionando.
Eu lembro que ele tinha um balcão de ferramentas no quintal da casa, que anos depois veio abaixo por se tornar um viveiro de baratas e aranhas. Para mim era o máximo aquilo, uma mistura de porão de filmes com casa mal-assombrada. Apesar de muitas vezes não querer ajudá-lo (fazia-o obrigado) peguei gosto pela coisa da multifuncionalidade. Esqueci de dizer que ele era professor de matemática do ensino fundamental que na época em que ele se aposentou ainda era chamado de primeiro grau. Hoje ele curte uma aposentadoria não muito excitante, com problemas da enorme família de 11 filhos e muitos netos pra se preocupar e seus estudos da Bíblia (católico old school).
Enfim, Vovô me passou um gosto danado por desparafusar, soldar, colar, pregar, desmantelar, colocar tudo de volta, ver a luzinha acender e dizer: está funcionando. E sempre me envolvi com a coisa. Desmontava meus carrinhos de autorama pra entender o motorzinho, abria os video-games e cartuchos que travavam , via aquela placa, não entendia nada mas tirava a poeira e fechava de novo. Mais tarde, quando a música me deu uma epifania absurda que até hoje pulsa como um segundo coração, me virava e revirava para fazer cabos que me permitiam gravar músicas dos programas gravados em video-cassete para fitas K-7, ou até mesmo trilhas sonoras de jogos.
Alguns anos depois montei meu primeiro pedal de guitarra, seguindo instruções da internet que me levaram a estudar capacitores, diodos e cia. só para entender e saber exatamente o que comprar. Já podia montar e desmontar computadores sem medo.
Hoje eu troco o display de toque do meu iphone em meia hora, coloco uma nova firmware no xbox e até modifico o sistema com algumas soldas e dois diodos. Compro consoles usados, conserto-os e os revendo a amigos. Raramente preciso jogar equipamento fora.
E acho isso o maior barato, sou um amador, até algum tempo atrás não sabia explicar a diferença entre corrente e voltagem, ainda apanho quando as soldas são muito pequenas e vez ou outra danifico alguma coisa permanentemente. Mas exploro e me divirto com isso. O desafio faz as mão tremerem e a falta de certas ferramentas é compensada com clips, facas, malabarismos e uma mão amiga quando possível.
Acho que se valoriza mais as coisas quando se tem esforço para mantê-las funcionando, não por uma questão financeira, mas pelo simples fato de não deixar algo consertável em um estado inutilizável.
Meu amigo e irmão Lincoln também anda nessas trilhas, sabe até mais do que eu. Outras pessoas ao meu redor têm o mesmo gosto pelo xeretamento. É algo legal de se fazer e compartilhar.
E tu? Que fazes tu?
Só sei que devez fazer bem :)
Assinar:
Postagens (Atom)





