Em 1985 a patente para o primeiro scanner laser foi preenchida nos Estados Unidos pelas indústrias Cyberware, avançando periodicamente através da utilização da tecnologia para produção de filmes e criação de mapas para fins militares. Foi somente uma questão de tempo para que a tecnologia avançasse para um nível profissional - e miscroscópico. Foram aonde nossos problemas começaram.
Muitos na verdade não consideram este o início dos problemas mas sim das soluções tão aguardadas por tantas pessoas ao redor do mundo. O conceito da patente não englobava a total idéia do escaneamento laser, baseado nos mesmos conceitos do radar do morcegoa, aonde ondas sonoras permitem localizar objetos e criar um "mapa" das redondezas. A diferença era que o scanner usaria um feixe de luz para criar o mapa. Adjunto ao microscópio, revelaram-se os fatos que mudariam o mundo anos depois.
Veja bem, o conceito de vida biológica não decorre somente da presença de carbono ou movimento voluntário em um ser, como já foram encontrados seres na própria Terra que não atendem necessariamente estes requerimentos. Inteligência e consciência são completamente diferentes nestes quesitos. Nunca se foi precisamente determinado se as plantas possuem consciência, mas determinado foi com certeza que ao seu modo os animais possuem inteligência em maior e menor grau a atendendo suas necessidades mais específicas. Assim foi conosco. Nossas emoções e desejos aliadas à nossa inteligência nos permitiram alcançar desenvolvimentos que nos trouxeram muito mais que o necessário para nossas necessidades. Alcançamos o estágio de desenvolvimento da arte.
Os eventos que decorreram da criação do scanner laser tridimensional microscópico são contadas da data do preenchimento da patente por que ninguém sabe com certeza quem obteve os primeiros resultados e quando, visto que tal informação hoje é de autoria solicitada por várias autoridades ao redor do mundo. Nem se atribui à Cyberware a criação do mesmo por que o conceito já existia nas estórias de ficção científica amplamente distribuída por diversas mídias.
As implicações que mais pesaram do dia da Descoberta em diante foram as de caratér religioso. De uma semana para outra pessoas abandonaram Igrejas, ateus e agnósticos celebraram suas convicções e novas religiões nasceram. Ainda que ainda não sejam claros os detalhes da Evolução e quem a infligiu primeiro, a perda de fé foi grande. Para outras pessoas na verdade foi um sinal da Divindade, a aliança entre ciência e religião, tão esperada, tão aliviadora para pessoas que sempre andaram na linha entre fé e tecnologia. Reconfortante. O mundo mudou e ainda assim continuou o mesmo.
Continua...
Banzeiro
Re-pensando-se
20111225
20111224
Nunca mais vou beber de novo/Índios;Regret
É natal no Japão, são 9 e 40 da manhã em Manaus e o natal só vai ser comemorado no finalzinho da noite, as lojas devem estar lotadas.
Eu lembrei que eu gostava dessa música, Índios da Legião Urbana, cujos integrantes e adoração pelo Renato Russo eu desprezo. Mas tem essa música... E 1965 (Duas Tribos), Riding Song e Tempo Perdido. Não dá pra negar que essas músicas são boas. Índios é um pouco difícil de tocar, resolvi tentar, só pra variar.
Nesse exato momento estou ouvindo Regret do New Order. Era esse meu sentimento hoje de manhã, ainda é um pouco e eu adoro essa música "I would like a place I could call my own, have a conversation on the telephone..."
Bebi muito ontem, fiquei destruído, não prestei pra nada o dia inteiro. Prometi de novo que nunca mais ia beber, a mesma mentira de sempre.
Eu fiz o que não devia também. Não importa muito agora, espero que não venha a importar no futuro. Mas as coisas acontecem e não se pode muda-las. Só ter arrependimento e tentar ajeitar. Tentei, não sei como vai ser.
Tive um insight divino também. Jogado entre o cobertor elétrico e as roupas com cheiro de cigarro e álcool ainda, percebi que nada ia se consertar por si só. Levantei, fiz o que pude.
Não adianta pedir e esperar. Tem que fazer.
Eu lembrei que eu gostava dessa música, Índios da Legião Urbana, cujos integrantes e adoração pelo Renato Russo eu desprezo. Mas tem essa música... E 1965 (Duas Tribos), Riding Song e Tempo Perdido. Não dá pra negar que essas músicas são boas. Índios é um pouco difícil de tocar, resolvi tentar, só pra variar.
Nesse exato momento estou ouvindo Regret do New Order. Era esse meu sentimento hoje de manhã, ainda é um pouco e eu adoro essa música "I would like a place I could call my own, have a conversation on the telephone..."
Bebi muito ontem, fiquei destruído, não prestei pra nada o dia inteiro. Prometi de novo que nunca mais ia beber, a mesma mentira de sempre.
Eu fiz o que não devia também. Não importa muito agora, espero que não venha a importar no futuro. Mas as coisas acontecem e não se pode muda-las. Só ter arrependimento e tentar ajeitar. Tentei, não sei como vai ser.
Tive um insight divino também. Jogado entre o cobertor elétrico e as roupas com cheiro de cigarro e álcool ainda, percebi que nada ia se consertar por si só. Levantei, fiz o que pude.
Não adianta pedir e esperar. Tem que fazer.
20111220
Coisas
Coisas que vejo por aqui, dificeis de explicar mas interessantes de ver.
Ah sim, minha mae veio e ja foi. Foi otimo passear com ela, as vezes esqueco como e bonito este pais... Mas ainda assim, a gente ve cada coisas como:
A coruja com cara de buceta
Eu, perdido em algum lugar
E por ai vai, vou tentar voltar a escrever todo dia (de novo)...
Ah sim, minha mae veio e ja foi. Foi otimo passear com ela, as vezes esqueco como e bonito este pais... Mas ainda assim, a gente ve cada coisas como:
Origamis
A coruja com cara de buceta
Cha
Caledonia, minha hamster
A misteriosa porta anti-gordo (ou somente muito estreita mesmo)
Loja de calcas de mulher... sem palavras
O Parque e a Estacao da Doida
Eu, perdido em algum lugar
The Maxx, alguem lembra?
A estranha entidade com chapeu de campones, sake, pinto de cogumelo e saco de boi velho
As gambiarras que se faz pra poder armar uma rede aonde as paredes sao de papel...
E por ai vai, vou tentar voltar a escrever todo dia (de novo)...
20111115
Mamãe Visita, o Homem do Lixo & Minha Vida Iluminada Por Uma Lâmpada Falhando
Pois é, arrumei tudo e minha querida criadora está no avião para São Paulo neste exato momento. De lá uma conexão para Doha e depois em Osaka, aqui pertinho. Serão 3 semanas de uma viagem internacional que eu espero que seja inesquecível para ela. Imagino como deve ser, já que ela quase não fala inglês (o que daria pra se virar sozinha por aqui), mas fé em Deus, vai ser tranquilo! Teve algumas complicações pra conseguir o visto por causa da greve dos correios, mas o pessoal do consulado foi muito gentil e saiu tudo em ordem bem antes da viagem. A passagem comprei pela internet, procurei no Skycanner e achei a um preço bem razoável pra essa época do ano, perguntei se ela queria vir na primavera, com as Sakuras e tal, mas ela preferiu ver o outono pela primeira vez. Sei a sensação. O vôo vai ser um pouco cansativo, com um total de 35 horas, incluindo escalas e transferências. Expliquei direitinho como é essas viagens e acho que vai ser tudo ok.
E agora eu estava vendo o que eu preciso preparar para recebê-la, mas não vai ser muita coisa não, vou tentar gastar o menor tempo possível dentro de casa, é muita coisa pra mostrar. Veremos!
Ah, meu PC-stein está montado e funcionando, ficou legal e gastei muito menos que imaginava. Ficou tão bom que roda o emulador de Game Cube/Wii numa boa. Vou mandar as partes do antigo pra casa assim meu irmão pode montar um PC-stein pra ele.
Aqui vai muito PC pro lixo, mas só depois que eles já estão superusados e detonados, acho que eu já disse isso aqui, mas japonês não é tão capitalista como se imagina, as vezes eles deixam de usar uma coisa antiga, mas eles usam MUITO o que eles tem antes de jogar fora. O que acontce é que se caçar, encontra várias coisas em excelente estado de conservação. Tem um cara aqui na minha rua que coleta coisas usadas, na verdade eu nem posso afirmar isso por que não entendo bem o que ele faz. Ele tem cerca de quatro casas no total, duas de frente para outras duas e estas estão apinhadas de entulho... Armários de metal, tábuas, rodas de patins, bacias, peças de computador, cabos de todos os tipos, etc. Eu não sei se é reciclagem por que tem coisas ali que há mais de ano nunca se moveram e se fosse reciclagem os metais já teriam ido pro brejo. Acho que ele vende algumas dessas coisas, mas não sei, não tem lógica. Pode ser que ele seja daquelas pessoas que são doentes e acumulam tudo, fazem pilhas infinitas de porcarias e coisas desnecessárias. Confesso que depois de vir morar aqui comecei a me livrar de certas coisas com medo de ficar daquele jeito. Ele não faz mal a ninguém, só atrapalha um pouco a passagem mas não é nada de se fazer uma queixa...
Acho que meu namoro está indo pro brejo também... Esse negócio de relações internacionais é muito complicado, é legal, mas muito complicado... O pior é que nem estou muito triste não, aliás pouco faço pra alguma coisa mudar. Acho que me deixei desgastar. Acontece... Uma hora eu encontro com alguém que se acerte comigo, afinadinho. Ruim é que nessa época de namoros ruindo (e depois também) a fé na humanidade fica tão baixa que o simples paradigma de uma nova relação enche o saco. Se acabar mesmo acho que vai ser hora do bloco do eu sozinho (sem referência à banda que fez esse disco, detesto tanto eles que nem vou dizer o nome. E hoje tive a infelicidade de saber que ano que vem eles vão se reunir... bleh).
Hoje eu dormi 14 horas e não saí de casa pra nada. Deve ser um alerta, daqui a 4 horas serão 8 horas e o Japão começa a rotina na maioria dos lugares, eu devo me encaixar nessa um pouco, pode ser uma boa por um dia, afinal na quinta-feira eu me torno anfitrião da mulher que me deu a vida (tinha a opção de não fazê-lo e fê-lo assim mesmo)... Acho que vai ficar tudo bem.
Caledônia manda abraços de hamster para todos. Ah e hamsters não fazem cocô por onde passam, tem o detalhe nojentinho de que eles comem as próprias fezes para digerir melhor nutrientes, então eles sempre fazem as obras perto de casa.
Acho que agora ninguém quer o tal abraço...
E agora eu estava vendo o que eu preciso preparar para recebê-la, mas não vai ser muita coisa não, vou tentar gastar o menor tempo possível dentro de casa, é muita coisa pra mostrar. Veremos!
Ah, meu PC-stein está montado e funcionando, ficou legal e gastei muito menos que imaginava. Ficou tão bom que roda o emulador de Game Cube/Wii numa boa. Vou mandar as partes do antigo pra casa assim meu irmão pode montar um PC-stein pra ele.
Aqui vai muito PC pro lixo, mas só depois que eles já estão superusados e detonados, acho que eu já disse isso aqui, mas japonês não é tão capitalista como se imagina, as vezes eles deixam de usar uma coisa antiga, mas eles usam MUITO o que eles tem antes de jogar fora. O que acontce é que se caçar, encontra várias coisas em excelente estado de conservação. Tem um cara aqui na minha rua que coleta coisas usadas, na verdade eu nem posso afirmar isso por que não entendo bem o que ele faz. Ele tem cerca de quatro casas no total, duas de frente para outras duas e estas estão apinhadas de entulho... Armários de metal, tábuas, rodas de patins, bacias, peças de computador, cabos de todos os tipos, etc. Eu não sei se é reciclagem por que tem coisas ali que há mais de ano nunca se moveram e se fosse reciclagem os metais já teriam ido pro brejo. Acho que ele vende algumas dessas coisas, mas não sei, não tem lógica. Pode ser que ele seja daquelas pessoas que são doentes e acumulam tudo, fazem pilhas infinitas de porcarias e coisas desnecessárias. Confesso que depois de vir morar aqui comecei a me livrar de certas coisas com medo de ficar daquele jeito. Ele não faz mal a ninguém, só atrapalha um pouco a passagem mas não é nada de se fazer uma queixa...
Acho que meu namoro está indo pro brejo também... Esse negócio de relações internacionais é muito complicado, é legal, mas muito complicado... O pior é que nem estou muito triste não, aliás pouco faço pra alguma coisa mudar. Acho que me deixei desgastar. Acontece... Uma hora eu encontro com alguém que se acerte comigo, afinadinho. Ruim é que nessa época de namoros ruindo (e depois também) a fé na humanidade fica tão baixa que o simples paradigma de uma nova relação enche o saco. Se acabar mesmo acho que vai ser hora do bloco do eu sozinho (sem referência à banda que fez esse disco, detesto tanto eles que nem vou dizer o nome. E hoje tive a infelicidade de saber que ano que vem eles vão se reunir... bleh).
Hoje eu dormi 14 horas e não saí de casa pra nada. Deve ser um alerta, daqui a 4 horas serão 8 horas e o Japão começa a rotina na maioria dos lugares, eu devo me encaixar nessa um pouco, pode ser uma boa por um dia, afinal na quinta-feira eu me torno anfitrião da mulher que me deu a vida (tinha a opção de não fazê-lo e fê-lo assim mesmo)... Acho que vai ficar tudo bem.
Caledônia manda abraços de hamster para todos. Ah e hamsters não fazem cocô por onde passam, tem o detalhe nojentinho de que eles comem as próprias fezes para digerir melhor nutrientes, então eles sempre fazem as obras perto de casa.
Acho que agora ninguém quer o tal abraço...
20111109
Monster PC e Caledônia
O carinha do Takyubin (entregas expressas) bateu aqui na porta e perguntou se eu era eu, mandou eu esperar um pouco. Assinei a papelada e quando eu vi o pobre rapaz quase se defecando pra carregar um caixa enorme. Ajudei ele que ficou aliviado de eu estar em casa e ele não precisar levar a jamanta de volta pro caminhão. O que veio dentro?
Pois é, botei um porta-canetas do lado pra ter uma idéia do tamanho. E é super pesado também!
Então, aqui no Japão o Yahoo! ainda é um site bastante visitado e tem o Yahoo! Auctions é uma das melhores coisas de lá. Dá pra comprar várias coisas a um preço legal se tiver paciência, já economizei uma grana com várias coisas de lá. Lembra o Arremate aí do Brasil, nem sei se ainda existe...
Então, querendo turbinar meu PC, fui atrás de um processador novo, só que era mais barato comprar um PC velho que tivesse o dito cujo, tinha pc de todo jeito, sem pé, sem cabeça... Depois de tentar dar um lance muquirana em vários deixei uma oferta mínima nessa criança aí e levei. Só que na foto parecia bem menor (normalmente é o oposto aqui no Japão, as coisas nas fotos são bem maiores que a realidade, inclusive pessoas, comidas e promessas de sexo). Enfim o trambolho chegou aqui e não sabia o que fazer. Já peguei o que queria, mas veio com vários bonus (fonte fodona, memórias extras, coolers com neon) Pelo tamanho e acessórias isso aí era um servidor de alguma empresa, o troço tem espaço pra 16 HDs. Resolvi montar um Frankstein e encomendei umas peças aí... Vamos ver o que vai dar.
Ah, eu queria apresentar a Caledônia, minha hamster:
Antes dela eu tinha o Johnny:
Johnny passou várias noites cavando um buraquinho na parede onde eu menos desconfiava e fugiu... Como naquele filme Shawshank Redemption (Um Sonho de Liberdade). Sério. FDP se mandou. Culpa minha por deixa-lo livre da gaiola de noite, pra correr fora da rodinha.
A Caledônia é mais calma, menor (ela é um Siberiana Azul Safira, o Johnny era Dourado) às vezes deixo ela correr um pouco pelo apartamento mas ela mesma vai em direção a gaiola e volta.
No Japão é comum não ser permitido animais de qualquer tipo nos apartamentos. Peixes ou pássaros são aceitos. O dono do prédio não sabe nada, então tô seguro hehehe. Hamsters são animais noturnos, então durante o dia eu cubro a gaiola caso o dono venha aqui não vai saber de nada e nem ouvir barulhos.
Faz diferença ter um bichinho. É alguém pra cuidar e dizer boa noite. Quando se mora sozinho é importante. Terapêutico. Tenho saudade das minhas cadelas no Brasil. Sempre fui apegado, acho que é ausência paterna talvez...
Ganhei uma camisa do programa do Allan Sieber, pedi pra mandarem pra Manaus, já que pra cá com certeza não rolava. Foi legal ganhar alguma coisa assim, inesperada. hehe
Pois é, botei um porta-canetas do lado pra ter uma idéia do tamanho. E é super pesado também!
Então, aqui no Japão o Yahoo! ainda é um site bastante visitado e tem o Yahoo! Auctions é uma das melhores coisas de lá. Dá pra comprar várias coisas a um preço legal se tiver paciência, já economizei uma grana com várias coisas de lá. Lembra o Arremate aí do Brasil, nem sei se ainda existe...
Então, querendo turbinar meu PC, fui atrás de um processador novo, só que era mais barato comprar um PC velho que tivesse o dito cujo, tinha pc de todo jeito, sem pé, sem cabeça... Depois de tentar dar um lance muquirana em vários deixei uma oferta mínima nessa criança aí e levei. Só que na foto parecia bem menor (normalmente é o oposto aqui no Japão, as coisas nas fotos são bem maiores que a realidade, inclusive pessoas, comidas e promessas de sexo). Enfim o trambolho chegou aqui e não sabia o que fazer. Já peguei o que queria, mas veio com vários bonus (fonte fodona, memórias extras, coolers com neon) Pelo tamanho e acessórias isso aí era um servidor de alguma empresa, o troço tem espaço pra 16 HDs. Resolvi montar um Frankstein e encomendei umas peças aí... Vamos ver o que vai dar.
Ah, eu queria apresentar a Caledônia, minha hamster:
Antes dela eu tinha o Johnny:
Johnny passou várias noites cavando um buraquinho na parede onde eu menos desconfiava e fugiu... Como naquele filme Shawshank Redemption (Um Sonho de Liberdade). Sério. FDP se mandou. Culpa minha por deixa-lo livre da gaiola de noite, pra correr fora da rodinha.
A Caledônia é mais calma, menor (ela é um Siberiana Azul Safira, o Johnny era Dourado) às vezes deixo ela correr um pouco pelo apartamento mas ela mesma vai em direção a gaiola e volta.
No Japão é comum não ser permitido animais de qualquer tipo nos apartamentos. Peixes ou pássaros são aceitos. O dono do prédio não sabe nada, então tô seguro hehehe. Hamsters são animais noturnos, então durante o dia eu cubro a gaiola caso o dono venha aqui não vai saber de nada e nem ouvir barulhos.
Faz diferença ter um bichinho. É alguém pra cuidar e dizer boa noite. Quando se mora sozinho é importante. Terapêutico. Tenho saudade das minhas cadelas no Brasil. Sempre fui apegado, acho que é ausência paterna talvez...
Ganhei uma camisa do programa do Allan Sieber, pedi pra mandarem pra Manaus, já que pra cá com certeza não rolava. Foi legal ganhar alguma coisa assim, inesperada. hehe
20111105
Sono Pula-pula
São sete da manhã de uma manhã de outono em Kyoto, desde ontem uma névoa cobre a cidade que me lembra as famosas frieiras de Manaus, quando aconteciam. Às vezes tinha névoa quando eu estava indo para escola a pé, pertinho de casa. Lembro que uma vez até choveu um granizo fininho, coisa rara na Linha do Equador.
Aqui, não. Quatro estações, bem definidas, bem diferentes. Primavera cheia de Sakuras, volta às aulas, jaquetas leves, descobertas, flores. Verão (em Kyoto) como o dia-a-dia de Manaus, trinta graus gritantes e 80% de humidade, Praia de Shirahama, japoneses amarelo-escuros de sol e garotas de biquíni que me fazem broxar de tão cafonas que são. Outono, agora. Mudança das folhas, dias ainda quentes ou de repente super frios. Frutas novas no mercado, tomates ficam tão caros e os mosquitos desaparecem.
Eu odeio o inverno.
É frio DEMAIS. Quase não neva aqui, quando neva é lindo, mas quase não neva. Ano passado nevou 20 centímetros no último dia do ano e eu me senti criança, um Charlie Brown brincando com um Snoopy invisível. Eu estava sozinho na cidade mas nunca me senti tão acompanhado. Fiz anjos de neve, caí da bicicleta, bebi vodka com um punhado de neve misturado e considerei seriamente em amarrar raquetes de tênis no sapato pra ver se funcionava como um sapato de neve. Foi um dia legal, uma despedida cordial de 2010, um ano em que tomei decisões difíceis.
Mas nem sempre é assim, as árvores secam e ficam peladas, é preciso andar com um monte de roupas que me sufocam e minha conta de gás vai pra casa dos 5 dígitos. Bicicleta se torna tortura e ninguém quer sair de casa.
O problema de hoje é o meu sono que não vem e não vai. O pior de tudo é ficar no meio, meio cansado, meio inquieto. Sem dormir e não querendo deitar.
Eu sempre tive problemas pra dormir, desde pequeno, minha mãe só faltava enlouquecer com a minha falta de sono e inquietação. Não importava quão cedo eu acordasse, sempre ia dormir tarde.
Às vezes eu durmo coisa de 6, 7 horas por dia, durante uma semana, outras eu durmo entre 8 e 12 horas, totalmente fora de qualquer agenda. Se eu tenho algo sério pra fazer, acordo de algum jeito, nem durmo, até, com medo de perder o tal evento. Se não... a mãozinha preguiçosa desliga o despertador e a força de vontade dorme mais do que eu quando eu olho pra ela. O problema do Doutorado é que nínguem te puxa pra fazer nada (em muitos casos) então como a sua responsabilidade é só sua, fica fácil procrastinar ou simplesmente trabalhar de acordo com o seu humor.
Não terminei minha apresentação ainda, fiquei doente ontem a noite e não escrevi. Mas voltei aqui hoje por que lembrei que tinha de fazê-lo.
Ouvi uma banda genial hoje, The Soft Boys. A canção é Kingdom of Love e o vídeo é tudo de bom.
Aqui, não. Quatro estações, bem definidas, bem diferentes. Primavera cheia de Sakuras, volta às aulas, jaquetas leves, descobertas, flores. Verão (em Kyoto) como o dia-a-dia de Manaus, trinta graus gritantes e 80% de humidade, Praia de Shirahama, japoneses amarelo-escuros de sol e garotas de biquíni que me fazem broxar de tão cafonas que são. Outono, agora. Mudança das folhas, dias ainda quentes ou de repente super frios. Frutas novas no mercado, tomates ficam tão caros e os mosquitos desaparecem.
Eu odeio o inverno.
É frio DEMAIS. Quase não neva aqui, quando neva é lindo, mas quase não neva. Ano passado nevou 20 centímetros no último dia do ano e eu me senti criança, um Charlie Brown brincando com um Snoopy invisível. Eu estava sozinho na cidade mas nunca me senti tão acompanhado. Fiz anjos de neve, caí da bicicleta, bebi vodka com um punhado de neve misturado e considerei seriamente em amarrar raquetes de tênis no sapato pra ver se funcionava como um sapato de neve. Foi um dia legal, uma despedida cordial de 2010, um ano em que tomei decisões difíceis.
Mas nem sempre é assim, as árvores secam e ficam peladas, é preciso andar com um monte de roupas que me sufocam e minha conta de gás vai pra casa dos 5 dígitos. Bicicleta se torna tortura e ninguém quer sair de casa.
O problema de hoje é o meu sono que não vem e não vai. O pior de tudo é ficar no meio, meio cansado, meio inquieto. Sem dormir e não querendo deitar.
Eu sempre tive problemas pra dormir, desde pequeno, minha mãe só faltava enlouquecer com a minha falta de sono e inquietação. Não importava quão cedo eu acordasse, sempre ia dormir tarde.
Às vezes eu durmo coisa de 6, 7 horas por dia, durante uma semana, outras eu durmo entre 8 e 12 horas, totalmente fora de qualquer agenda. Se eu tenho algo sério pra fazer, acordo de algum jeito, nem durmo, até, com medo de perder o tal evento. Se não... a mãozinha preguiçosa desliga o despertador e a força de vontade dorme mais do que eu quando eu olho pra ela. O problema do Doutorado é que nínguem te puxa pra fazer nada (em muitos casos) então como a sua responsabilidade é só sua, fica fácil procrastinar ou simplesmente trabalhar de acordo com o seu humor.
Não terminei minha apresentação ainda, fiquei doente ontem a noite e não escrevi. Mas voltei aqui hoje por que lembrei que tinha de fazê-lo.
Ouvi uma banda genial hoje, The Soft Boys. A canção é Kingdom of Love e o vídeo é tudo de bom.
Assinar:
Postagens (Atom)


